quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PRIVACIDADE PÚBLICA

Outro dia estava em uma rede social da qual participo, e ao mandar um "scrap" para um amigo, vi que já havia na lista de "scraps" dele, um que me chamou a atenção.

Uma pessoa havia reclamado do fato dele ter visitado o perfil dela, alegando que ao visitar o perfil da mesma, ele havia invadido a privacidade dela.

Pessoas que têm o hábito de mexer muito com Internet, acabam ficando meio rápidas demais nos "cliques". Quantas vezes não clicam acidentalmente onde não deviam, acessando a página de alguém, mesmo sem querer? Já fiz amizades com pessoas magníficas, acessando acidentalmente e às vezes deliberadamente, as páginas de outros usuários. Por exemplo minhas amigas Nazaré (do Amazonas) e Denize (do Rio de Janeiro). Duas pessoas incríveis.

Francamente, você põe uma página em uma rede social e não quer que ninguém a acesse? Vou parar meus comentários por aqui...

Esta semana recebi uma quantidade absurda de e-mails criticando uma rede social que em seu contrato de adesão se torna proprietária de tudo que o usuário publica (textos, fotos, etc). Embora eu não concorde com este tipo de política, eu lhe pergunto: você acha que toda a infraestrutura (servidores, discos, acesso à internet, etc) por trás das redes sociais sai de graça?

Sem dúvida, depois do ataque de 11 de Setembro nos Estados Unidos, o número de sites que oferecem serviços gratuitos aumentou muito, o que me leva a crer que por trás de toda esta gratuidade que existe na Internet, deve haver o "dedo" das agências de segurança de diversos países.

Independente disto, as informações pessoais têm um grande valor comercial para estes sites, pois elas podem ser vendidas ou compartilhadas pelos mesmos se assim quiserem.

Meu amigo Raul sugeriu que eu fizesse meu cadastro em um site de compras coletivas e eu disse para ele que não faria. O motivo é muito simples: você tem que dar seu número de RG e CPF (só quem tem que ter o número do seu CPF é a Receita Federal e seu banco). Você faz idéia de quanto vale o cadastro que estes sites têm de seus usuários? Você já teve a curiosidade de ler o contrato de adesão dos sites em que tem cadastro como usuário, para saber o que pode ser feito com suas informações?

Sabe aqueles e-mails de empresas e pessoas desconhecidas que surgem em sua caixa postal, ou então aquelas correspondências de remetentes estranhos que sempre aparecem em sua casa? Que tal aquele pessoal de telemarketing abusivo que sempre te incomoda em casa ou no trabalho? Adivinha de onde obtiveram suas informações?

Se você está buscando privacidade, é melhor não usar a Internet.

Me perguntaram porque eu coloco fotos pequenas nos meus álbuns de fotografia. Muito simples: o site onde as publico se torna proprietário delas. Algumas pessoas também têm pego minhas fotografias sem minha autorização e publicado nos álbuns delas.

Qualquer coisa que você publica, acaba sendo registrado em buscadores. Isto lhe ajuda, se a pessoa que encontrou suas informações estiver bem intencionada, ou lhe prejudica, se estiver com más intenções.

Empresas que procuram novos empregados, buscam informações dos candidatos na Internet. Uma coisa escrita indevidamente, pode lhe custar caro. Citar nomes de empresas ou celebridades, principalmente quando envolve críticas ou comentários não verídicos, tem literalmente custado caro a alguns descuidados que são processados por aquilo que escreveram.

Você pensa que só porque você usa uma senha para acessar seus sites de relacionamentos sua privacidade está protegida? Faça uma pesquisa de seu nome completo em um buscador e veja se sai alguma coisa.

Enfim, esta é a "privacidade" pública da Internet, onde a única coisa que teoricamente é sigilosa é sua senha (até que alguém invada o servidor e acabe divulgando ela também).

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )


PRIVACITÉ PUBLIQUE

L'autre jour j'ai accédé à un réseau social dont je participe, et en envoyant un "scrap" a un ami, j'ai vu qu'il y avait dans sa liste de "scrap", un qui m'a attiré l'attention.

Une personne s'était plainte parce que mom ami avait visité son profil, affirmant que lors de sa visite, il avait envahi sa privacité.

Les gens qui ont l'habitude d'utiliser beaucoup Internet, deviennent très rapides en cliquant les liens. Combien de fois ils cliquent par hasard où ils ne devraient pas cliquer, en accédant des pages Internet de quelqu'un, même sans en avoir l'intention?

Je suis dejà devenu ami de personnes magnifiques, en accédant par hasard, et quelques fois intentionellement, les pages Internet d'autres utilisateurs. Par exemple mes amies Nazaré (d'Amazonie) et Denize (de Rio de Janeiro). Deux personnes étonnantes.

Franchement, une personne publie une page sur un réseau social et veut que personne n'y accède? Je vais arrêter mes commentaires ici...

Cette semaine, j'ai reçu une quantité énorme de mèls critiquant certain réseaux sociaux qui dans leur contrat d'adhésion, deviennent propriétaire de toutes les chose que l'utilisateur publient (textes, photos, etc). Bien que je ne suis pas d'accord avec ce type de politique, je vous demande: vous pensez que toute l'infrastructure informatique (serveurs, disques, accèss Internet, etc) qui fonctionnent a travers des réseaux sociaux ne coûtent rien?

Sans doute, depuis l'attaque du 11 Septembre aux États Unis, le numéro de sites qui offrent des services gratuits ont beaucoup augmenté, ce qui me conduit à penser que derrière la gratuité qui existe sur Internet, il y a un "doigt" des agences de securité des plusieurs pays.

Indépendamment de ça, les informations personnelles ont une grande valeur pour ces sites Internet, puisqu'elles peuvent être vendues ou même partagées, s'ils le désirent.

Un ami, Raul, a suggeré que je fasse mon enregistrement sur un site d'achat collectif, et je lui ai dit non, je ne le ferais pas. La raison est très simple: tu dois donner le numéro d'identification d'un document. Savez-vous combien ça vaut les registres d'utilisateurs que ces sites Internet maintiennent? Est-ce que vous auriez la curiosité de lire le contrat d'adhésion de sites Internet où vous êtes utilisateur, pour savoir ce qu'ils peuvent faire avec vos informations?

Connaissez-vous les mèls d'entreprises et personnes inconnues qui surgissent dans votre boite postale, ou les lettres envoyées par les expediteurs inconnues qui arrivent toujours chez vous? Tels que les personnes abusives de télémarketing qui toujours posent des problèmes chez vous ou au boulot? Devinez d'où ils ont obtenu vos informations de contact?

Si vous cherchez de la privacité, n'utilise pas Internet.

Quelqu'un m'a demandé la raison pour laquelle je publie seulement de petites photos dans mes albums sur Internet. C'est très simple: le site Internet où je les publie devient le proprietaire. Il y a aussi des personnes qui prennent mes photos sans mon authorisation et les publient dans leurs albums.

Toute les choses que vous publiez, sont enregistrées dans les moteurs de recherche d'Internet. Ça peut vous aider si la personne qui a cherché vos informations a de bonnes intentions, par contre, ça peut vous nuire si elle a de mauvaises intentions.

L'entreprise qui cherchent de nouveaux employés, trouve ses informations sur Internet. Une chose mal écrite, peut être coûteuse. Publier les noms d'entreprises ou des personnes célèbres, notamment quand il y a des critiques ou de faux commentaires, pose beaucoup de problèmes aux personnes qui les avaient publiés.

Vous pensez qu'en utilisant un mot de passe pour accéder aux sites Internet votre privacité est protégée? Faite une recherche de votre nom complèt vers un moteur de recherche pour savoir si quelque chose apparaît.

Pour finir, c'est la "privacité publique" d'Internet; la seule chose qui théoriquement est secrete, est votre mot de passe (jusqu'à que quelqu'un fasse une invasion dans le serveur et le publie sur Internet aussi).

( Texte : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

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