quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

RESHORING - EMPRESAS VOLTAM PARA CASA


Há aproximadamente 10 anos, talvez mais, muitas empresas em diversos países começaram a mudar suas fábricas para a China, ou subcontratar a fabricação de seus produtos lá.

Parecia ser uma excelente opção de baixo custo na época, mas as coisas "mudaram de rumo".

O primeiro impacto que teve nos países de origem foi o custo social desta mudança. Milhares de desempregados nas cidades sede das empresas. A arrecadação de impostos do governo também caiu bastante.

Um detalhe interessante... Quem iria consumir algo, sem ter emprego, que proporcionaria o salário para pagar por aquilo?

Outra coisa que contou foi a qualidade, que em algumas circunstâncias específicas, deixava bastante a desejar.

Com o passar do tempo, a existência de custos e desgastes que inicialmente não haviam sido percebidos com a mudança da produção para o exterior, foram notados.

Adicionalmente, aqueles baixos salários que eram pagos para os trabalhadores chineses, aumentaram bastante, elevando consideravelmente os custos de produção. Segundo uma reportagem que li em um site de uma importante revista de economia nos Estados Unidos, o número de greves nas fábricas da China por causa de aumento de salários está crescendo, e cada vez que isto acontece, o governo chinês orienta o gerente responsável pela fábrica, a atender às reivindicações dos grevistas. Será que investir na China ainda é um bom negócio?

Nas reportagens que tenho assistido, e nos textos que tenho lido sobre este tema, existem muitos outros fatores que estão sendo considerados.

Aquilo que em um primeiro momento pareceu ser muito vantajoso, acabou se tornando algo não tão vantajoso assim.

Muitas empresas americanas e europeias já estão retornando aos seus países de origem. Estão chamando isso de "Reshoring".

Por enquanto, a quantidade não é muito significativa. A tendência é que nos próximos anos este número aumente.

Em alguns países da Europa, tenho visto que trabalhadores, depois de ficarem um bom tempo desempregados, com a anuência de seus sindicatos, estão aceitando trabalhar na mesma função que trabalhavam no passado, com um salário bem menor, e às vezes, com uma carga maior de horas de trabalho. Outra mudança de "cultura" interessante que favorece o "Reshoring".

Sob um certo ponto de vista, o "Reshoring" é uma das muitas alternativas para ajudar alguns países do primeiro mundo a sair da crise em que se encontram.

Vamos acompanhar o desenrolar da história para ver como fica.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho  )

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