Normalmente um asilo deveria ser um lugar para acolher pessoas idosas que não têm mais condições de morar sozinhas ou que precisam de cuidados permanentes com a saúde.
Em alguns casos funcionam também como depósito de idosos cujas famílias não aguentam mais a convivência.
Existem asilos que realmente dão dignidade às pessoas que lá estão hospedadas, mas existem outros que não dão nem o essencial. Sobre este aspecto eu acho que precisa haver uma fiscalização constante e efetiva por parte das autoridades.
Meu avô, por parte de mãe, participava da sociedade dos Vicentinos, que por sua vez, mantinha as Casas Pias de Taubaté (SP). Lembro-me de que quando eu era criança, ele várias vezes me levava lá para visitar os idosos e era possível identificar que mesmo vivendo de maneira simples, havia dignidade naquele lugar, e mesmo eu sendo pequeno, achava importante ter aquele tipo de atendimento.
Independente de ser um bom lugar ou não, entendo asilos e casas de repouso como verdadeiros corredores da morte. Quem é colocado lá dentro só vai sair para ir para um outro asilo ou dentro de um caixão para ser velado e enterrado.
Às vezes me pego pensando em como é difícil e triste ser alijado de seu cantinho, sua casa, suas lembranças, da convivência com sua família, para ir morar em um lugar onde você não vai ter qualquer privacidade, tampouco poderá levar os objetos que lhe são caros. É o fim da vida mesmo.
Por isso, deixo aqui um apelo para aqueles que são os responsáveis por cuidar de asilos ou casas de repouso, que tenham consciência e humanidade, principalmente porque se a vida transcorrer normalmente para essas pessoas, algum dia serão elas que vão estar recebendo este tipo de atendimento.


Nenhum comentário:
Postar um comentário