quinta-feira, 9 de julho de 2026

UMA FORMA INTERESSANTE DE MEDITAR


Nesse texto eu vou comentar sobre uma forma diferente e interessante de meditar.

Estava lendo um dos livros do Dr Joe Dispenza e me deparei com uma forma de meditação que eu ainda não conhecia.

Na realidade, uma das coisas que me chamou a atenção foi o método usado por ele para se atingir um estado de relaxamento.

O que vou comentar não é a meditação em si, mas o processo para se alcançar um relaxamento.

Ele começa com você se isolando em um quarto ou um lugar onde não irá ser interrompido.

Preferencialmente, no local não deve haver muito ruído nem distrações. Desligue televisão, rádio ou qualquer coisa que tenha alguém falando. Se quiser pode tocar música instrumental calma, sem nenhum tipo de fala.

Você deve sentar-se em uma cadeira ou mesmo ficar em pé, mantendo as costas ereta.

Em seguida, irá fechar os olhos, mantendo-os fechados durante todo o processo. Respire profundamente.

Começando da cabeça e continuando pelas demais partes do corpo até chegar aos pés, você irá imaginar o espaço ocupado por aquela parte do corpo e também o espaço existente ao redor daquela parte do corpo.

Em seguida irá imaginar o espaço ocupado por todo o ambiente onde você está, para depois imaginar o espaço que vai além do ambiente.

Se outros pensamentos surgirem, e pode ter certeza de que surgirão, traga de volta sua atenção ao espaço ocupado por aquela parte do corpo na qual você estava pensando e no espaço ao redor.

Feito todo o processo, você pode desfrutar desse estado de relaxamento pelo tempo que quiser, sempre respirando profundamente.

Quando quiser encerrar, basta abrir os olhos e olhar para o ambiente ao redor.

Experimente, pois vale a pena ter alguns instantes de relaxamento.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

FAMÍLIAS QUE PREJUDICAM ESCOLAS, PROFISSIONAIS E CRIANÇAS


Hoje vou comentar sobre o fato de algumas famílias tentarem interferir na rotina e práticas pedagógicas nas escolas, causando prejuízos variados à escola, profissionais e crianças que lá estão.

Na realidade são familiares ou responsáveis que tentam dirigir a escola através da tirania e imposição que comandam suas próprias personalidades despóticas.

Sem qualquer conhecimento dos processos de trabalho da escola, tampouco conhecendo as ações pedagógicas adotadas por dirigentes, professores e seus auxiliares, esses familiares querem interferir em suas rotinas de trabalho.

Tem familiares que pensam que os demais alunos da sala de aula de seus filhos e filhas devem seguir a mesma "linha pedagógica ou comportamental" inventada por suas visões medíocres, estreitas e caprichos pessoais.

Pior ainda são as situações em que o aluno tem sérios problemas comportamentais e os responsáveis exigem que a escola acolha condutas deploráveis ao invés de educarem seus filhos e filhas para que possam conviver em sociedade de maneira civilizada, ética e sadia. Deviam corrigir as falhas de caráter de seus filhos, trabalhando junto com as escolas, mas infelizmente preferem ficar em suas zonas de conforto, assistindo passivamente seus filhos se tornarem verdadeiros desajustados sociais e até mesmo marginais.

Não posso deixar de citar casos em que responsáveis distorcem a verdade sobre fatos ocorridos nas escolas ou até mentem na tentativa de favorecer a má conduta da criança. O motivo pelo qual o filho ou filha não tem caráter está mais do que óbvio: repete o comportamento dos responsáveis.

Sei que existem dirigentes de escolas que usam de todo tato e jogo de cintura para lidar com familiares desregrados, que a despeito de toda a delicadeza da equipe gestora, não se tocam e continuam insistindo em demandas absurdas.

Há algum tempo vi um relatório da Unicef e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que mostrava que no Brasil, em três anos, mais de quinze mil crianças e adolescentes foram vítimas de mortes violentas intencionais. Não me surpreendo com esses números, pois a quantidade de crianças e adolescentes que não têm limites é enorme. E a tendência é só aumentar. Culpa de quem? Da escola é que não é.

Na outra ponta desta história temos diretores, coordenadores pedagógicos e outros profissionais da escola que tentam de todas as maneiras evitar a submissão aos caprichos dessas famílias abusivas.

Vejo nas escolas particulares um ponto fraco no que diz respeito à necessidade de manter os clientes para se sustentar financeiramente, mas não sei até que ponto as coisas são toleradas. Pessoalmente, já vi dois tipos de escolas particulares: as que privilegiam a disciplina e a moral, e as que aceitam quase tudo. Cada escola é uma escola.

Nas escolas públicas cujos cargos de gestão são de livre nomeação e exoneração, existe também um sinal de alerta, pois bastou haver muita reclamação que a equipe gestora é exonerada dos cargos, e é justamente aqui onde, na minha opinião, existe teoricamente a possibilidade de haver maior tolerância com familiares "sem noção".

Já as escolas públicas cujos cargos de gestão são preenchidos através de concurso público, eu acredito que são menos influenciadas pela interferência nociva.

Que fique bem claro que existe uma enorme diferença entre SUGERIR e INTERFERIR. A participação sadia e colaborativa da comunidade na escola só engrandece o trabalho que é feito com as crianças, e isto sim é que precisa ser ampliado cada vez mais.

Finalizando, fica minha crítica e desaprovação a esses familiares e responsáveis que nada sabem sobre como uma escola funciona ou suas necessidades, sobre práticas pedagógicas, que se acham os donos da verdade e que têm a lamentável pretensão de querer dirigir as escolas de seus filhos e filhas. Gente que não tem meu respeito, tampouco minha consideração.

sábado, 2 de maio de 2026

CICLISMO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS



Acho uma coisa muito legal a prática de esportes, desde que essa prática não resulte em algum tipo de lesão para quem a realiza.

Em São José dos Campos (SP), existe uma vertente relativamente forte na prática do ciclismo, com cada vez mais adeptos.

Um dos desafios encontrados pelos ciclistas é encontrar um local adequado para realizar treinamentos.

Pensando nisso, a Prefeitura marcou uma das pistas de rolagem da Avenida Possidônio José de Freitas, no bairro Urbanova, como área de treinamento.

Para se chegar ao bairro Urbanova os ciclistas precisam passar pela Avenida Linneu de Moura, que possui uma ampla ciclovia percorrendo todo o trajeto até o bairro Urbanova.

Infelizmente, vários ciclistas não usam o bom senso e resolvem disputar espaço com carros na Avenida Linneu de Moura, cujo limite de velocidade para os veículos varia entre 50 e 60 Km/h.

Ato irresponsável, pois coloca em risco a vida do ciclista e de outras pessoas, além de risco de danos a patrimônio.

É nesses momentos que vejo como a falta de educação do povo brasileiro é lamentável e deveria ser punida. No Canadá, pessoas levam multas se trafegam com bicicletas fora de ciclovias.

Depois, quando um ciclista é atropelado, a culpa é do motorista do carro. Que absurdo.

Fica aqui minha crítica aos ciclistas que além de se colocarem em risco de vida, não usam a ciclovia e atrapalham o trânsito na região, que por si só já é tão complicado.


domingo, 5 de abril de 2026

CRIANÇAS, CHUTEIRAS E JOANETES

Crianças, chuteiras e joanetes

Neste texto irei comentar sobre observações que tenho feito em meu trabalho com crianças na Educação Infantil e que talvez possa envolver um aspecto relativo à saúde das mesmas.

No Brasil, a maioria dos meninos sonha em ser jogador profissional de futebol. A prática mostra que realmente trata-se de uma ilusão, pois pouquíssimos conseguem.

Muitas famílias, desde cedo, incutem nas crianças esta ideia. Mandam-nas para a escola com camisetas de times, às vezes até com o uniforme do time de futebol completo.

As escolas insistem que as crianças devem usar o uniforme da escola e para não deixar os pequenos insatisfeitos, as famílias então mandam as crianças com o uniforme da escola mas colocam chuteiras nelas. E permanecem de chuteira desde o início da manhã até o fim da tarde, pelo menos.

Chuteira é um calçado que tem um bico que se afunila, para dar a curvatura adequada para os chutes na bola. É um calçado que de certa forma aperta os pés.

Para jogadores de futebol de verdade o uso da chuteira normalmente está limitado a um tempo de no máximo duas a três horas. Eles não ficam o dia inteiro de chuteira.

Onde quero chegar com esta conversa?

Muito simples: tenho observado que os pés destas crianças que passam o tempo inteiro de chuteira começam a apresentar sinais do que na minha opinião parece ser joanete.

Ressalto que não sou médico, mas observei que coincidentemente os pés dos meninos que usam chuteira constantemente mostram um certo afastamento do dedão do pé em direção aos demais dedos. Você tem a impressão de que o dedão do pé está "entortando" em direção aos demais dedos.

Crianças com cinco ou seis anos de idade já estão apresentando esta situação que relato e para mim isto é um absurdo. Normalmente vejo adultos com uma certa idade apresentando este problema, o que me parece normal, mas em crianças não.

As famílias precisam ter mais consciência e entender que chuteira não é um calçado apropriado para se usar na escola o tempo inteiro.

Escolas deveriam informar os pais que o ambiente de lá não é propício para uso contínuo deste tipo de calçado, mesmo que em algum instante do dia as crianças venham a jogar futebol.

Fica aqui este alerta sobre fatores que podem colocar em risco o bem estar das crianças.

sábado, 14 de março de 2026

MATERNIDADE E AUTISMO

MATERNIDADE E AUTISMO

Hoje vou comentar sobre uma questão que vejo com certa frequência durante minha atuação profissional no momento.

Tenho convivência contínua com crianças autistas em todos os níveis de suporte, principalmente em nível de suporte mais alto, e vejo como é difícil para uma família administrar a vida tendo em seu núcleo uma criança autista.

Meus comentários hoje referem-se a uma situação mais grave, que é o fato de algumas famílias que já têm um filho autista, insistirem em ter ainda mais filhos, mesmo sabendo que a probabilidade deles nascerem com deficiência é altíssima. Na minha percepção, uma completa irresponsabilidade.

Quem já tem um filho autista sabe, ou deveria saber, que se o casal tentar ter mais filhos, existe uma alta probabilidade de que o recém-nascido tenha alguma deficiência também.

No meu trabalho, já me deparei com casos em que a família teve um primeiro filho autista, teve um segundo, também autista, e ainda teve um terceiro filho, também autista.

Eu não consigo acreditar como é que adultos possam ser tão irresponsáveis, tão "sem noção".

Sei que existem aqueles que alegam questões religiosas e continuam tendo filhos. Para estes eu pergunto: quando vocês morrerem a sua religião vai adotar seus filhos deficientes? Se a resposta for "não", talvez esteja na hora de mudar de religião.

O que vai ser desses deficientes depois que os pais morrerem? Será que em algum instante essas pessoas pensaram nisso antes de colocar mais filhos no mundo?

E se essas pessoas tiverem alguma doença repentina que seja grave e vierem a morrer? Como fica a situação dessas crianças?

Vejo pessoas de alto poder aquisitivo sofrendo dificuldades enormes para dar um atendimento minimamente adequado a seus filhos autistas. E aqueles que não têm esta situação financeira tranquila, que tipo de atendimento dão a seus filhos deficientes?

Pior ainda foi o que ouvi outro dia de um pai de criança autista, dizendo que a criança iria "sarar" do autismo em alguns meses. Talvez o que aprendi sobre autismo, tanto na faculdade quanto na prática diária, esteja completamente errado.

Uma coisa que questiono continuamente é como vai ser o futuro destes deficientes depois que os pais morrerem?

Os demais membros da família vão ter que assumir a situação e tenho até medo de imaginar como vai ser.

Quando você tem um filho deficiente, não são apenas você e sua mulher que o tiveram. Toda a sua família (avós, tios, etc) também ganhou legalmente a responsabilidade na eventual falta dos pais.

Faz algum tempo publiquei outro texto falando sobre o FUTURO FINANCEIRO DE CRIANÇAS AUTISTAS, algo que muitas famílias não estão nem pensando, mas que é de suma importância para o bem estar de quem é deficiente de um modo geral.

Não adianta aguardar por ações do Governo em prol dos deficientes, pois isso quase não existe e para quem vive da política, atualmente, não chama a atenção suficientemente para atrair votos.

Fato é que as pessoas que têm filhos autistas precisam ter mais consciência. Se já teve um filho com problema, não deve arriscar e tentar ter mais filhos. Para o filho deficiente, devem buscar terapias e atendimentos que permitam a evolução da criança, alcançando alguma autonomia no dia-a-dia.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ASILOS OU CORREDORES DA MORTE?

asilos


Normalmente um asilo deveria ser um lugar para acolher pessoas idosas que não têm mais condições de morar sozinhas ou que precisam de cuidados permanentes com a saúde.

Em alguns casos funcionam também como depósito de idosos cujas famílias não aguentam mais a convivência.

Existem asilos que realmente dão dignidade às pessoas que lá estão hospedadas, mas existem outros que não dão nem o essencial. Sobre este aspecto eu acho que precisa haver uma fiscalização constante e efetiva por parte das autoridades.

Meu avô, por parte de mãe, participava da sociedade dos Vicentinos, que por sua vez, mantinha as Casas Pias de Taubaté (SP). Lembro-me de que quando eu era criança, ele várias vezes me levava lá para visitar os idosos e era possível identificar que mesmo vivendo de maneira simples, havia dignidade naquele lugar, e mesmo eu sendo pequeno, achava importante ter aquele tipo de atendimento.

Independente de ser um bom lugar ou não, entendo asilos e casas de repouso como verdadeiros corredores da morte. Quem é colocado lá dentro só vai sair para ir para um outro asilo ou dentro de um caixão para ser velado e enterrado.

Às vezes me pego pensando em como é difícil e triste ser alijado de seu cantinho, sua casa, suas lembranças, da convivência com sua família, para ir morar em um lugar onde você não vai ter qualquer privacidade, tampouco poderá levar os objetos que lhe são caros. É o fim da vida mesmo.

Por isso, deixo aqui um apelo para aqueles que são os responsáveis por cuidar de asilos ou casas de repouso, que tenham consciência e humanidade, principalmente porque se a vida transcorrer normalmente para essas pessoas, algum dia serão elas que vão estar recebendo este tipo de atendimento.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

OTÁRIOS DE FÉRIAS


Verão, época de férias e o povo quer ir para a praia, literalmente, de qualquer jeito, a qualquer custo.
Quando falo a qualquer custo, é qualquer custo mesmo, não importando o quanto tenha que pagar.

Fatos recentes repercutiram na imprensa, sobre dois turistas que foram agredidos fisicamente em Porto de Galinhas (PE) por se recusarem a pagar taxa extra por uso de cadeiras na praia.

Uma reportagem feita por um famoso programa de televisão mostra esta prática abusiva praticada em várias praias de todo o litoral brasileiro.

A verdade é alguns quiosques e barracas de praia estão ocupando ilegalmente a faixa de areia que é de uso público, cometendo ainda abusos na cobrança de clientes.

Na reportagem, repórteres com câmeras escondidas flagraram quiosques e barracas de praia realizando a ocupação da faixa de areia e fazendo cobranças abusivas. Momentos depois, ao se apresentarem como repórteres aos donos das barracas e quiosques, estes últimos negaram descaradamente que havia qualquer tipo de cobrança abusiva, mas a gravação em vídeo já estava feita e não adiantava mentir, o que por sinal é vergonhoso.

A cobrança abusiva existe porque tem otário que aceita pagar, e na minha opinião, turista que permite que outros o explore é um "trouxa", um otário.

As autoridades também precisam cumprir o seu papel e atuar de maneira dura e decisiva contra os maus comerciantes.

Existem várias alternativas para não ser explorado. Basta ter um pouco de boa vontade e deixar a preguiça de lado que o turista pode desfrutar de férias sem ser enganado ou abusado.

Fazer papel de otário é uma questão de escolha e não simples fruto do acaso.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

PRIVATIZAÇÃO DE ESCOLAS PÚBLICAS


A privatização de escolas públicas (municipais e estaduais) tem acontecido bastante nos últimos anos, mas a grande dúvida é o quanto este processo está dando realmente certo.

Existe uma situação nas escolas públicas que é um dos principais motivos para os Governos quererem privatizá-las, que é o fato dos professores da rede pública apresentarem atestados médicos em uma quantidade e frequência absurdas. Para atender aos alunos, as escolas públicas são obrigadas a chamar professores eventuais e contratados por prazo determinado, fazendo com que os custos para a rede pública aumentem consideravelmente, já que o professor de carreira está de licença médica e recebendo, e ainda o professor contratado para substituí-lo obviamente também terá que receber - custos dobrados.

Sinceramente questiono vários destes atestados médicos apresentados por professores e outros profissionais da área, contudo, não sou médico, portanto, não posso julgar a validade deles.

Uma outra justificativa dada pelos Governos para a privatização das escolas é aumentar o número de vagas para atender à demanda. Entendo que enfiar uma quantidade maior de alunos dentro de uma sala de aula, que normalmente já está "entupida", não vai resolver o problema. O que vai se conseguir com isso é apenas reduzir ainda mais a qualidade do ensino, que por si só já é péssima.

Como morador de São José dos Campos (SP), lamento profundamente a decisão da Prefeitura em privatizar algumas escolas municipais. Sei que chamam isso de "gestão compartilhada" apenas para disfarçar a privatização, mas ela existe e não acredito na sua eficácia, independente das alegações dadas pelo Governo Municipal.

Várias cidades já tentaram a privatização de suas escolas públicas, mas viram que só aumentaram os problemas que já existiam, trazendo outros novos. Estão gastando tempo e dinheiro desfazendo o processo. Acredito e torço para que o mesmo ocorra algum dia em São José dos Campos, pois sua população merece receber um ensino digno e de qualidade.