segunda-feira, 1 de junho de 2026

FAMÍLIAS QUE PREJUDICAM ESCOLAS, PROFISSIONAIS E CRIANÇAS


Hoje vou comentar sobre o fato de algumas famílias tentarem interferir na rotina e práticas pedagógicas nas escolas, causando prejuízos variados à escola, profissionais e crianças que lá estão.

Na realidade são familiares ou responsáveis que tentam dirigir a escola através da tirania e imposição que comandam suas próprias personalidades despóticas.

Sem qualquer conhecimento dos processos de trabalho da escola, tampouco conhecendo as ações pedagógicas adotadas por dirigentes, professores e seus auxiliares, esses familiares querem interferir em suas rotinas de trabalho.

Tem familiares que pensam que os demais alunos da sala de aula de seus filhos e filhas devem seguir a mesma "linha pedagógica ou comportamental" inventada por suas visões medíocres, estreitas e caprichos pessoais.

Pior ainda são as situações em que o aluno tem sérios problemas comportamentais e os responsáveis exigem que a escola acolha condutas deploráveis ao invés de educarem seus filhos e filhas para que possam conviver em sociedade de maneira civilizada, ética e sadia. Deviam corrigir as falhas de caráter de seus filhos, trabalhando junto com as escolas, mas infelizmente preferem ficar em suas zonas de conforto, assistindo passivamente seus filhos se tornarem verdadeiros desajustados sociais e até mesmo marginais.

Não posso deixar de citar casos em que responsáveis distorcem a verdade sobre fatos ocorridos nas escolas ou até mentem na tentativa de favorecer a má conduta da criança. O motivo pelo qual o filho ou filha não tem caráter está mais do que óbvio: repete o comportamento dos responsáveis.

Sei que existem dirigentes de escolas que usam de todo tato e jogo de cintura para lidar com familiares desregrados, que a despeito de toda a delicadeza da equipe gestora, não se tocam e continuam insistindo em demandas absurdas.

Há algum tempo vi um relatório da Unicef e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que mostrava que no Brasil, em três anos, mais de quinze mil crianças e adolescentes foram vítimas de mortes violentas intencionais. Não me surpreendo com esses números, pois a quantidade de crianças e adolescentes que não têm limites é enorme. E a tendência é só aumentar. Culpa de quem? Da escola é que não é.

Na outra ponta desta história temos diretores, coordenadores pedagógicos e outros profissionais da escola que tentam de todas as maneiras evitar a submissão aos caprichos dessas famílias abusivas.

Vejo nas escolas particulares um ponto fraco no que diz respeito à necessidade de manter os clientes para se sustentar financeiramente, mas não sei até que ponto as coisas são toleradas. Pessoalmente, já vi dois tipos de escolas particulares: as que privilegiam a disciplina e a moral, e as que aceitam quase tudo. Cada escola é uma escola.

Nas escolas públicas cujos cargos de gestão são de livre nomeação e exoneração, existe também um sinal de alerta, pois bastou haver muita reclamação que a equipe gestora é exonerada dos cargos, e é justamente aqui onde, na minha opinião, existe teoricamente a possibilidade de haver maior tolerância com familiares "sem noção".

Já as escolas públicas cujos cargos de gestão são preenchidos através de concurso público, eu acredito que são menos influenciadas pela interferência nociva.

Que fique bem claro que existe uma enorme diferença entre SUGERIR e INTERFERIR. A participação sadia e colaborativa da comunidade na escola só engrandece o trabalho que é feito com as crianças, e isto sim é que precisa ser ampliado cada vez mais.

Finalizando, fica minha crítica e desaprovação a esses familiares e responsáveis que nada sabem sobre como uma escola funciona ou suas necessidades, sobre práticas pedagógicas, que se acham os donos da verdade e que têm a lamentável pretensão de querer dirigir as escolas de seus filhos e filhas. Gente que não tem meu respeito, tampouco minha consideração.

sábado, 2 de maio de 2026

CICLISMO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS



Acho uma coisa muito legal a prática de esportes, desde que essa prática não resulte em algum tipo de lesão para quem a realiza.

Em São José dos Campos (SP), existe uma vertente relativamente forte na prática do ciclismo, com cada vez mais adeptos.

Um dos desafios encontrados pelos ciclistas é encontrar um local adequado para realizar treinamentos.

Pensando nisso, a Prefeitura marcou uma das pistas de rolagem da Avenida Possidônio José de Freitas, no bairro Urbanova, como área de treinamento.

Para se chegar ao bairro Urbanova os ciclistas precisam passar pela Avenida Linneu de Moura, que possui uma ampla ciclovia percorrendo todo o trajeto até o bairro Urbanova.

Infelizmente, vários ciclistas não usam o bom senso e resolvem disputar espaço com carros na Avenida Linneu de Moura, cujo limite de velocidade para os veículos varia entre 50 e 60 Km/h.

Ato irresponsável, pois coloca em risco a vida do ciclista e de outras pessoas, além de risco de danos a patrimônio.

É nesses momentos que vejo como a falta de educação do povo brasileiro é lamentável e deveria ser punida. No Canadá, pessoas levam multas se trafegam com bicicletas fora de ciclovias.

Depois, quando um ciclista é atropelado, a culpa é do motorista do carro. Que absurdo.

Fica aqui minha crítica aos ciclistas que além de se colocarem em risco de vida, não usam a ciclovia e atrapalham o trânsito na região, que por si só já é tão complicado.


domingo, 5 de abril de 2026

CRIANÇAS, CHUTEIRAS E JOANETES

Crianças, chuteiras e joanetes

Neste texto irei comentar sobre observações que tenho feito em meu trabalho com crianças na Educação Infantil e que talvez possa envolver um aspecto relativo à saúde das mesmas.

No Brasil, a maioria dos meninos sonha em ser jogador profissional de futebol. A prática mostra que realmente trata-se de uma ilusão, pois pouquíssimos conseguem.

Muitas famílias, desde cedo, incutem nas crianças esta ideia. Mandam-nas para a escola com camisetas de times, às vezes até com o uniforme do time de futebol completo.

As escolas insistem que as crianças devem usar o uniforme da escola e para não deixar os pequenos insatisfeitos, as famílias então mandam as crianças com o uniforme da escola mas colocam chuteiras nelas. E permanecem de chuteira desde o início da manhã até o fim da tarde, pelo menos.

Chuteira é um calçado que tem um bico que se afunila, para dar a curvatura adequada para os chutes na bola. É um calçado que de certa forma aperta os pés.

Para jogadores de futebol de verdade o uso da chuteira normalmente está limitado a um tempo de no máximo duas a três horas. Eles não ficam o dia inteiro de chuteira.

Onde quero chegar com esta conversa?

Muito simples: tenho observado que os pés destas crianças que passam o tempo inteiro de chuteira começam a apresentar sinais do que na minha opinião parece ser joanete.

Ressalto que não sou médico, mas observei que coincidentemente os pés dos meninos que usam chuteira constantemente mostram um certo afastamento do dedão do pé em direção aos demais dedos. Você tem a impressão de que o dedão do pé está "entortando" em direção aos demais dedos.

Crianças com cinco ou seis anos de idade já estão apresentando esta situação que relato e para mim isto é um absurdo. Normalmente vejo adultos com uma certa idade apresentando este problema, o que me parece normal, mas em crianças não.

As famílias precisam ter mais consciência e entender que chuteira não é um calçado apropriado para se usar na escola o tempo inteiro.

Escolas deveriam informar os pais que o ambiente de lá não é propício para uso contínuo deste tipo de calçado, mesmo que em algum instante do dia as crianças venham a jogar futebol.

Fica aqui este alerta sobre fatores que podem colocar em risco o bem estar das crianças.

sábado, 14 de março de 2026

MATERNIDADE E AUTISMO

MATERNIDADE E AUTISMO

Hoje vou comentar sobre uma questão que vejo com certa frequência durante minha atuação profissional no momento.

Tenho convivência contínua com crianças autistas em todos os níveis de suporte, principalmente em nível de suporte mais alto, e vejo como é difícil para uma família administrar a vida tendo em seu núcleo uma criança autista.

Meus comentários hoje referem-se a uma situação mais grave, que é o fato de algumas famílias que já têm um filho autista, insistirem em ter ainda mais filhos, mesmo sabendo que a probabilidade deles nascerem com deficiência é altíssima. Na minha percepção, uma completa irresponsabilidade.

Quem já tem um filho autista sabe, ou deveria saber, que se o casal tentar ter mais filhos, existe uma alta probabilidade de que o recém-nascido tenha alguma deficiência também.

No meu trabalho, já me deparei com casos em que a família teve um primeiro filho autista, teve um segundo, também autista, e ainda teve um terceiro filho, também autista.

Eu não consigo acreditar como é que adultos possam ser tão irresponsáveis, tão "sem noção".

Sei que existem aqueles que alegam questões religiosas e continuam tendo filhos. Para estes eu pergunto: quando vocês morrerem a sua religião vai adotar seus filhos deficientes? Se a resposta for "não", talvez esteja na hora de mudar de religião.

O que vai ser desses deficientes depois que os pais morrerem? Será que em algum instante essas pessoas pensaram nisso antes de colocar mais filhos no mundo?

E se essas pessoas tiverem alguma doença repentina que seja grave e vierem a morrer? Como fica a situação dessas crianças?

Vejo pessoas de alto poder aquisitivo sofrendo dificuldades enormes para dar um atendimento minimamente adequado a seus filhos autistas. E aqueles que não têm esta situação financeira tranquila, que tipo de atendimento dão a seus filhos deficientes?

Pior ainda foi o que ouvi outro dia de um pai de criança autista, dizendo que a criança iria "sarar" do autismo em alguns meses. Talvez o que aprendi sobre autismo, tanto na faculdade quanto na prática diária, esteja completamente errado.

Uma coisa que questiono continuamente é como vai ser o futuro destes deficientes depois que os pais morrerem?

Os demais membros da família vão ter que assumir a situação e tenho até medo de imaginar como vai ser.

Quando você tem um filho deficiente, não são apenas você e sua mulher que o tiveram. Toda a sua família (avós, tios, etc) também ganhou legalmente a responsabilidade na eventual falta dos pais.

Faz algum tempo publiquei outro texto falando sobre o FUTURO FINANCEIRO DE CRIANÇAS AUTISTAS, algo que muitas famílias não estão nem pensando, mas que é de suma importância para o bem estar de quem é deficiente de um modo geral.

Não adianta aguardar por ações do Governo em prol dos deficientes, pois isso quase não existe e para quem vive da política, atualmente, não chama a atenção suficientemente para atrair votos.

Fato é que as pessoas que têm filhos autistas precisam ter mais consciência. Se já teve um filho com problema, não deve arriscar e tentar ter mais filhos. Para o filho deficiente, devem buscar terapias e atendimentos que permitam a evolução da criança, alcançando alguma autonomia no dia-a-dia.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ASILOS OU CORREDORES DA MORTE?

asilos


Normalmente um asilo deveria ser um lugar para acolher pessoas idosas que não têm mais condições de morar sozinhas ou que precisam de cuidados permanentes com a saúde.

Em alguns casos funcionam também como depósito de idosos cujas famílias não aguentam mais a convivência.

Existem asilos que realmente dão dignidade às pessoas que lá estão hospedadas, mas existem outros que não dão nem o essencial. Sobre este aspecto eu acho que precisa haver uma fiscalização constante e efetiva por parte das autoridades.

Meu avô, por parte de mãe, participava da sociedade dos Vicentinos, que por sua vez, mantinha as Casas Pias de Taubaté (SP). Lembro-me de que quando eu era criança, ele várias vezes me levava lá para visitar os idosos e era possível identificar que mesmo vivendo de maneira simples, havia dignidade naquele lugar, e mesmo eu sendo pequeno, achava importante ter aquele tipo de atendimento.

Independente de ser um bom lugar ou não, entendo asilos e casas de repouso como verdadeiros corredores da morte. Quem é colocado lá dentro só vai sair para ir para um outro asilo ou dentro de um caixão para ser velado e enterrado.

Às vezes me pego pensando em como é difícil e triste ser alijado de seu cantinho, sua casa, suas lembranças, da convivência com sua família, para ir morar em um lugar onde você não vai ter qualquer privacidade, tampouco poderá levar os objetos que lhe são caros. É o fim da vida mesmo.

Por isso, deixo aqui um apelo para aqueles que são os responsáveis por cuidar de asilos ou casas de repouso, que tenham consciência e humanidade, principalmente porque se a vida transcorrer normalmente para essas pessoas, algum dia serão elas que vão estar recebendo este tipo de atendimento.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

OTÁRIOS DE FÉRIAS


Verão, época de férias e o povo quer ir para a praia, literalmente, de qualquer jeito, a qualquer custo.
Quando falo a qualquer custo, é qualquer custo mesmo, não importando o quanto tenha que pagar.

Fatos recentes repercutiram na imprensa, sobre dois turistas que foram agredidos fisicamente em Porto de Galinhas (PE) por se recusarem a pagar taxa extra por uso de cadeiras na praia.

Uma reportagem feita por um famoso programa de televisão mostra esta prática abusiva praticada em várias praias de todo o litoral brasileiro.

A verdade é alguns quiosques e barracas de praia estão ocupando ilegalmente a faixa de areia que é de uso público, cometendo ainda abusos na cobrança de clientes.

Na reportagem, repórteres com câmeras escondidas flagraram quiosques e barracas de praia realizando a ocupação da faixa de areia e fazendo cobranças abusivas. Momentos depois, ao se apresentarem como repórteres aos donos das barracas e quiosques, estes últimos negaram descaradamente que havia qualquer tipo de cobrança abusiva, mas a gravação em vídeo já estava feita e não adiantava mentir, o que por sinal é vergonhoso.

A cobrança abusiva existe porque tem otário que aceita pagar, e na minha opinião, turista que permite que outros o explore é um "trouxa", um otário.

As autoridades também precisam cumprir o seu papel e atuar de maneira dura e decisiva contra os maus comerciantes.

Existem várias alternativas para não ser explorado. Basta ter um pouco de boa vontade e deixar a preguiça de lado que o turista pode desfrutar de férias sem ser enganado ou abusado.

Fazer papel de otário é uma questão de escolha e não simples fruto do acaso.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

PRIVATIZAÇÃO DE ESCOLAS PÚBLICAS


A privatização de escolas públicas (municipais e estaduais) tem acontecido bastante nos últimos anos, mas a grande dúvida é o quanto este processo está dando realmente certo.

Existe uma situação nas escolas públicas que é um dos principais motivos para os Governos quererem privatizá-las, que é o fato dos professores da rede pública apresentarem atestados médicos em uma quantidade e frequência absurdas. Para atender aos alunos, as escolas públicas são obrigadas a chamar professores eventuais e contratados por prazo determinado, fazendo com que os custos para a rede pública aumentem consideravelmente, já que o professor de carreira está de licença médica e recebendo, e ainda o professor contratado para substituí-lo obviamente também terá que receber - custos dobrados.

Sinceramente questiono vários destes atestados médicos apresentados por professores e outros profissionais da área, contudo, não sou médico, portanto, não posso julgar a validade deles.

Uma outra justificativa dada pelos Governos para a privatização das escolas é aumentar o número de vagas para atender à demanda. Entendo que enfiar uma quantidade maior de alunos dentro de uma sala de aula, que normalmente já está "entupida", não vai resolver o problema. O que vai se conseguir com isso é apenas reduzir ainda mais a qualidade do ensino, que por si só já é péssima.

Como morador de São José dos Campos (SP), lamento profundamente a decisão da Prefeitura em privatizar algumas escolas municipais. Sei que chamam isso de "gestão compartilhada" apenas para disfarçar a privatização, mas ela existe e não acredito na sua eficácia, independente das alegações dadas pelo Governo Municipal.

Várias cidades já tentaram a privatização de suas escolas públicas, mas viram que só aumentaram os problemas que já existiam, trazendo outros novos. Estão gastando tempo e dinheiro desfazendo o processo. Acredito e torço para que o mesmo ocorra algum dia em São José dos Campos, pois sua população merece receber um ensino digno e de qualidade.

sábado, 8 de novembro de 2025

UMA ESTRATÉGIA FINANCEIRA DIFERENTE E QUE FUNCIONA (PARTE 3)


Informo que este texto não é uma recomendação de investimento.

Esta é a terceira parte ou continuação do texto que fala sobre uma estratégia financeira diferente e que funciona.

A primeira parte do texto que fala sobre a estratégia financeira pode ser encontrada NESTE LINK.

A segunda parte do texto que fala sobre a estratégia financeira pode ser encontrada NESTE LINK.

Hoje vou falar sobre os critérios que uso para escolher e comprar uma ação, sobre fundos imobiliários e finalmente sobre os critérios que uso para escolher e comprar fundos imobiliários.

Ressalto que os critérios que descreverei a seguir são úteis e suficientes para mim, embora eu tenha o costume de realizar uma análise mais completa dos ativos da Bolsa de Valores, que não entrarei em detalhes.

O QUE EU PRECISO PARA PODER OPERAR NA BOLSA DE VALORES?

Para poder operar na Bolsa de Valores você vai precisar abrir uma conta em uma corretora de valores e de imediato precisará se informar sobre taxas de corretagem e outras. Alguns bancos estão oferecendo isenção destas taxas - verifique com seu gerente.

No momento em que escrevo este texto, eu tenho usado o Nu Bank e a corretora Rico por conta da isenção de algumas destas taxas, mas quero deixar muito claro que este comentário não é indicação ou sugestão para uso de nenhuma das duas empresas. Você é quem decide qual corretora usar.

Saiba que a cada operação diária na Bolsa de Valores deverá ser fornecida a você uma nota de corretagem, que nada mais é do que um resumo do que você comprou ou vendeu naquele dia na Bolsa de Valores. Também será cobrada uma taxa da própria Bolsa de Valores, que é muito baixa e que não tem como escapar do pagamento dela.

No caso de você vender ações ou fundos imobiliários que possui, fique atento à questão do Imposto de Renda que em alguns casos você terá que recolher.

QUE TIPO DE AÇÃO COMPRAR?

Segundo o site da Bolsa de Valores, existem essencialmente dois tipos de ações para se comprar: ordinárias e preferenciais.
  • A ação ordinária (tipo ON) normalmente vem com o número três ao final do nome da ação, que pode ser chamado também de "ticker", como exemplo cito o nome da ação ordinária do Banco do Brasil que é chamada de BBAS3, A principal característica da ação ordinária é permitir que seu proprietário exerça o direito de voto em assembleias de acionistas.
  • A ação preferencial (tipo PN) normalmente vem com o número quatro ao final do nome da ação, como exemplo cito o nome da ação preferencial da empresa chamada Taesa que é chamada de TAEE4. A principal característica da ação preferencial é receber dividendos em valor superior ao que é pago às ações ordinárias (em alguns casos) e ainda ter prioridade no recebimento de reembolso de capital.
  • É permitido que empresas criem "classes de ações" que possuem determinadas características bem específicas e que podem vir com o número cinco (tipo PNA) ou seis (tipo PNB) ao final do nome da ação, como exemplos cito uma ação PNA da empresa Usiminas que é chamada USIM5 e a ação PNB do Banco Banrisul que é chamada de BRSR6.
  • Existe ainda um tipo de "combo" que algumas empresas criam, juntando uma certa quantidade de ações ordinárias e preferenciais nele. O "combo" é chamado de "UNIT" e este combo vem com o número onze ao final do nome da ação, como exemplo cito a ação "UNIT" da empresa Taesa que é chamada de TAEE11.
Estas regras de como "funcionam" cada tipo de ação normalmente estão definidas no Estatuto da empresa cuja ação você está comprando.

CRITÉRIOS QUE USO PARA COMPRAR UMA AÇÃO

1-) A primeira coisa que verifico é se a empresa possui histórico de pagamentos de dividendos recorrentes, ou seja, é uma boa pagadora de dividendos, assim como o histórico de resultados financeiros dela.

2-) Verificar se a empresa está envolvida em alguma disputa judicial, dificuldades financeiras ou escândalo financeiro é uma boa dica. Eu não compro ações de empresas que tenham o menor indício de problema.

3-) É importante conhecer é o índice P/VP da ação, que nada mais é do que o preço da ação sobre o valor patrimonial dela. O ideal é que o valor do P/VP esteja abaixo de um, mas não é muito fácil encontrar ações de boas empresas nestas condições. Aceito comprar uma ação cujo P/VP  esteja em até 2 se for uma empresa do setor bancário ou de energia elétrica. Comprar ações cujo P/VP esteja muito alto significa correr risco.

4-) Outro indicador que considero é o Dividend Yield ou DY que indica a porcentagem de remuneração que o investidor teve nos últimos 12 meses. Compro ações cujo DY seja maior ou igual a seis por cento.

5-) Verificar em qual setor a empresa está alocada e qual o posicionamento dela neste setor. Eu adquiro ações de empresas dos setores Bancário, Energia Elétrica, Seguros, Saneamento e Telecomunicações, que são os famosos setores BESST acrônimo criado pelo Sr Luiz Barsi Filho, cuja estratégia eu sigo.

6-) A qualidade, a reputação e o comprometimento do gestor da empresa.

7-) Comprar sempre pagando até o preço-teto da empresa, nunca acima. Veja como fazer para calcular o preço-teto no texto dois, NESTE LINK.

Conforme mencionei anteriormente, estes são os principais critérios que uso para comprar uma ação, mas não são os únicos que avalio.

O QUE SÃO FUNDOS IMOBILIÁRIOS

São fundos de investimento financeiro que pegam o dinheiro dos investidores e adquirem imóveis reais (fundo imobiliário de tijolo) ou adquirem títulos da dívida imobiliária (fundo imobiliário de papel).

Dentre os fundos imobiliários de tijolo, existem aqueles voltados à aquisição de galpões logísticos, outros voltados à aquisição de shopping center, outros voltados ao setor de imóveis urbanos.

Temos também fundos híbridos que misturam um pouco de cada coisa.

Existe um tipo de fundo imobiliário que é chamado de FOF, que nada mais é do que um fundo imobiliário que compra cotas de outros fundos imobiliários.

É importante conhecer um fundo imobiliário antes de adquiri-lo. Para isso pesquise no Google o site de RI (Relações com Investidores) do fundo que deseja comprar e leia os relatórios de resultados.

Uma coisa que é bem interessante sobre fundos imobiliários é que eles são obrigados por lei a entregar 95% do lucro líquido para os cotistas, informação esta obtida no momento em que escrevo este texto.

Tenho uma carteira balanceada de fundos imobiliários onde tenho fundos de tijolos e de papel. Você deve montar sua carteira da maneira que preferir.

Existem fundos imobiliários de uma categoria chamada HIGH YIELD, que são fundos que teoricamente pagariam um provento maior, contudo têm mais riscos.

Existem fundos imobiliário de uma categoria chama HIGH GRADE, que são fundos que teoricamente pagam um provento um pouco menor, contudo têm menos riscos.

Uma coisa a destacar é que quando você compra uma cota de um fundo imobiliário de tijolo, você não se torna dono dos imóveis do fundo. Os imóveis pertencem ao fundo imobiliário e você passa a ser cotista do fundo.

CRITÉRIOS QUE USO PARA COMPRAR UMA COTA DE FUNDO IMOBILIÁRIO

1-) A primeira coisa que verifico é se o fundo imobiliário possui histórico de pagamentos de proventos recorrentes, ou seja, é uma boa pagadora de proventos, assim como o histórico de resultados financeiros dele.

2-) Verificar se o fundo imobiliário está envolvido em alguma disputa judicial, dificuldades financeiras ou escândalo financeiro é uma boa dica. Eu não compro fundos imobiliários que tenham o menor indício de problema.

3-) O índice de preço sobre valor patrimonial (P/VP) é bem significativo. Para fundos imobiliários de tijolos, aceito comprar cotas que estejam em no máximo 1,05. Para os demais tipos de fundo, aceito comprar cotas que estejam em no máximo 1. Se possível. o ideal é que índice sempre esteja abaixo de 1.

4-) O valor patrimonial do fundo imobiliário, para que eu aceite a comprar a cota, precisa ser de pelo menos quinhentos milhões de Reais.

5-) A taxa de vacância de fundos imobiliários de tijolos deve ser inferior a dez por cento.

6-) Outro indicador que considero é o Dividend Yield ou DY que indica a porcentagem de remuneração que o investidor teve nos últimos 12 meses. Compro ações cujo DY seja maior ou igual a sete por cento.

7-) Comprar sempre pagando até o preço-teto do fundo imobiliário, nunca acima. Veja como fazer para calcular o preço-teto no texto dois, NESTE LINK.

Assim finalizo a sequência de três textos que falam sobre uma estratégia financeira diferente e que funcione. Espero que aproveite as informações que passei.

Reforço que este texto não é uma recomendação de investimento.

REFERÊNCIAS

Site da Bolsa de Valores https://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/renda-variavel/acoes.htm visitado em 04/08/2025