Mostrando postagens com marcador filho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filho. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de junho de 2026

FAMÍLIAS QUE PREJUDICAM ESCOLAS, PROFISSIONAIS E CRIANÇAS


Hoje vou comentar sobre o fato de algumas famílias tentarem interferir na rotina e práticas pedagógicas nas escolas, causando prejuízos variados à escola, profissionais e crianças que lá estão.

Na realidade são familiares ou responsáveis que tentam dirigir a escola através da tirania e imposição que comandam suas próprias personalidades despóticas.

Sem qualquer conhecimento dos processos de trabalho da escola, tampouco conhecendo as ações pedagógicas adotadas por dirigentes, professores e seus auxiliares, esses familiares querem interferir em suas rotinas de trabalho.

Tem familiares que pensam que os demais alunos da sala de aula de seus filhos e filhas devem seguir a mesma "linha pedagógica ou comportamental" inventada por suas visões medíocres, estreitas e caprichos pessoais.

Pior ainda são as situações em que o aluno tem sérios problemas comportamentais e os responsáveis exigem que a escola acolha condutas deploráveis ao invés de educarem seus filhos e filhas para que possam conviver em sociedade de maneira civilizada, ética e sadia. Deviam corrigir as falhas de caráter de seus filhos, trabalhando junto com as escolas, mas infelizmente preferem ficar em suas zonas de conforto, assistindo passivamente seus filhos se tornarem verdadeiros desajustados sociais e até mesmo marginais.

Não posso deixar de citar casos em que responsáveis distorcem a verdade sobre fatos ocorridos nas escolas ou até mentem na tentativa de favorecer a má conduta da criança. O motivo pelo qual o filho ou filha não tem caráter está mais do que óbvio: repete o comportamento dos responsáveis.

Sei que existem dirigentes de escolas que usam de todo tato e jogo de cintura para lidar com familiares desregrados, que a despeito de toda a delicadeza da equipe gestora, não se tocam e continuam insistindo em demandas absurdas.

Há algum tempo vi um relatório da Unicef e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que mostrava que no Brasil, em três anos, mais de quinze mil crianças e adolescentes foram vítimas de mortes violentas intencionais. Não me surpreendo com esses números, pois a quantidade de crianças e adolescentes que não têm limites é enorme. E a tendência é só aumentar. Culpa de quem? Da escola é que não é.

Na outra ponta desta história temos diretores, coordenadores pedagógicos e outros profissionais da escola que tentam de todas as maneiras evitar a submissão aos caprichos dessas famílias abusivas.

Vejo nas escolas particulares um ponto fraco no que diz respeito à necessidade de manter os clientes para se sustentar financeiramente, mas não sei até que ponto as coisas são toleradas. Pessoalmente, já vi dois tipos de escolas particulares: as que privilegiam a disciplina e a moral, e as que aceitam quase tudo. Cada escola é uma escola.

Nas escolas públicas cujos cargos de gestão são de livre nomeação e exoneração, existe também um sinal de alerta, pois bastou haver muita reclamação que a equipe gestora é exonerada dos cargos, e é justamente aqui onde, na minha opinião, existe teoricamente a possibilidade de haver maior tolerância com familiares "sem noção".

Já as escolas públicas cujos cargos de gestão são preenchidos através de concurso público, eu acredito que são menos influenciadas pela interferência nociva.

Que fique bem claro que existe uma enorme diferença entre SUGERIR e INTERFERIR. A participação sadia e colaborativa da comunidade na escola só engrandece o trabalho que é feito com as crianças, e isto sim é que precisa ser ampliado cada vez mais.

Finalizando, fica minha crítica e desaprovação a esses familiares e responsáveis que nada sabem sobre como uma escola funciona ou suas necessidades, sobre práticas pedagógicas, que se acham os donos da verdade e que têm a lamentável pretensão de querer dirigir as escolas de seus filhos e filhas. Gente que não tem meu respeito, tampouco minha consideração.

sábado, 14 de março de 2026

MATERNIDADE E AUTISMO

MATERNIDADE E AUTISMO

Hoje vou comentar sobre uma questão que vejo com certa frequência durante minha atuação profissional no momento.

Tenho convivência contínua com crianças autistas em todos os níveis de suporte, principalmente em nível de suporte mais alto, e vejo como é difícil para uma família administrar a vida tendo em seu núcleo uma criança autista.

Meus comentários hoje referem-se a uma situação mais grave, que é o fato de algumas famílias que já têm um filho autista, insistirem em ter ainda mais filhos, mesmo sabendo que a probabilidade deles nascerem com deficiência é altíssima. Na minha percepção, uma completa irresponsabilidade.

Quem já tem um filho autista sabe, ou deveria saber, que se o casal tentar ter mais filhos, existe uma alta probabilidade de que o recém-nascido tenha alguma deficiência também.

No meu trabalho, já me deparei com casos em que a família teve um primeiro filho autista, teve um segundo, também autista, e ainda teve um terceiro filho, também autista.

Eu não consigo acreditar como é que adultos possam ser tão irresponsáveis, tão "sem noção".

Sei que existem aqueles que alegam questões religiosas e continuam tendo filhos. Para estes eu pergunto: quando vocês morrerem a sua religião vai adotar seus filhos deficientes? Se a resposta for "não", talvez esteja na hora de mudar de religião.

O que vai ser desses deficientes depois que os pais morrerem? Será que em algum instante essas pessoas pensaram nisso antes de colocar mais filhos no mundo?

E se essas pessoas tiverem alguma doença repentina que seja grave e vierem a morrer? Como fica a situação dessas crianças?

Vejo pessoas de alto poder aquisitivo sofrendo dificuldades enormes para dar um atendimento minimamente adequado a seus filhos autistas. E aqueles que não têm esta situação financeira tranquila, que tipo de atendimento dão a seus filhos deficientes?

Pior ainda foi o que ouvi outro dia de um pai de criança autista, dizendo que a criança iria "sarar" do autismo em alguns meses. Talvez o que aprendi sobre autismo, tanto na faculdade quanto na prática diária, esteja completamente errado.

Uma coisa que questiono continuamente é como vai ser o futuro destes deficientes depois que os pais morrerem?

Os demais membros da família vão ter que assumir a situação e tenho até medo de imaginar como vai ser.

Quando você tem um filho deficiente, não são apenas você e sua mulher que o tiveram. Toda a sua família (avós, tios, etc) também ganhou legalmente a responsabilidade na eventual falta dos pais.

Faz algum tempo publiquei outro texto falando sobre o FUTURO FINANCEIRO DE CRIANÇAS AUTISTAS, algo que muitas famílias não estão nem pensando, mas que é de suma importância para o bem estar de quem é deficiente de um modo geral.

Não adianta aguardar por ações do Governo em prol dos deficientes, pois isso quase não existe e para quem vive da política, atualmente, não chama a atenção suficientemente para atrair votos.

Fato é que as pessoas que têm filhos autistas precisam ter mais consciência. Se já teve um filho com problema, não deve arriscar e tentar ter mais filhos. Para o filho deficiente, devem buscar terapias e atendimentos que permitam a evolução da criança, alcançando alguma autonomia no dia-a-dia.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

FRASES QUE GOSTO (JUNHO/2016)



Frases deste mês:
  • A primeira pessoa a se beneficiar do perdão é aquela que perdoa e não aquela que é perdoado.
  • Eu não sei o que é possível conseguir ou não. Eu decido agir como se tudo fosse possível.
  • Jamais eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO.
  • Não busco ser melhor que os outros. Busco ser melhor do que eu era ontem.
  • Não existe lugar para se esconder de nossas emoções.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SE ÉS CAPAZ


Recebi um texto durante uma aula de francês, escrito por Rudyard Kipling em 1910.

Ele simboliza as mensagens que um pai diria a um filho, contudo, elas servem para todos nós.

Havia também a tradução dele em português, que coloco aqui:

"Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses, no entanto, achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste,
e as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a insistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - serás um Homem, meu filho!"