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sábado, 12 de julho de 2025

FUTURO FINANCEIRO DE CRIANÇAS AUTISTAS


Informo que as informações abaixo NÃO SÃO recomendações de investimentos, mas apenas o compartilhamento de minha opinião sobre uma situação e o que eu faria se estivesse vivendo esta situação.

Como profissional atuante na Educação Infantil, e principalmente trabalhando com crianças deficientes, em sua grande maioria autistas, observo constantemente através de conversas que tenho uma falta de preocupação e despreparo das famílias com o futuro financeiro destas crianças.

Sei que existe a possibilidade de obter um auxílio do Governo para certas situações, mas isto com certeza não é suficiente.

Fico imaginando o que aconteceria se uma mãe viesse a morrer ou de alguma forma ficasse incapacitada repentinamente. Quem iria cuidar destas crianças e de que forma elas seriam cuidadas?

Falo sobre especificamente sobre a mãe porque muitas vezes o pai se afasta da família ao tomar conhecimento de que a criança é deficiente, numa tentativa infeliz de negar e se distanciar da situação.

Por outro lado, não posso deixar de elogiar veementemente os pais e mães que se unem fortemente para apoiar a criança deficiente.

Para questões relativas ao autismo em São José dos Campos (SP), vejo familiares lutando de várias maneiras para conseguir atendimento adequado e alguma melhoria no pouco que existe, que na minha opinião não atende às necessidades da população.

Voltando à questão do futuro financeiro destas crianças, é imprescindível que as famílias comecem imediatamente a pensar na possibilidade de fazer algum tipo de investimento financeiro para que possa ser usado no futuro, futuro este que percebo aqui no Brasil está cada vez mais incerto e tendendo a situações cada vez mais negativas.

Tem gente que pensa que para investir é necessário ter grandes quantias, mas não é verdade. Conheço pelo menos dois bancos que têm investimentos em Renda Fixa, como por exemplo fundos DI, que no momento são de baixo risco e seguros (garantidos pelo FGC), onde a pessoa pode começar a investir a partir de um Real (R$ 1,00).

É óbvio que investir um Real não vai trazer qualquer impacto financeiro, mas se a pessoa aumentar os valores investidos e fizer investimentos TODOS os meses com o valor máximo que ela puder, a expectativa é de que a coisa vá aumentando pouco a pouco e em algum momento no futuro exista uma quantidade razoável de recursos.

Independente da forma de investimento escolhida pela família, que pode ser até mais de um tipo de investimento financeiro, é algo que precisa ser pensado.

O futuro começa a ser plantado agora, e quando falo sobre investimento, refiro-me a algo de longo prazo, que vai levar dez, quinze, vinte anos ou até mais. Não é um investimento financeiro de curto prazo que vai trazer resultados.

Este alerta vale também para familiares de crianças que têm outras deficiências que não o autismo e também para aquelas que não são deficientes.

Você faz algum tipo de investimento para garantir o futuro de sua criança?



domingo, 8 de junho de 2025

INCLUSÃO NAS ESCOLAS



Uma coisa que me faz refletir bastante é a questão de inclusão nas escolas.

Outro dia estava vendo no Youtube um vídeo, ao vivo, num canal de São José dos Campos (SP) que apresenta todos os sábados um programa que fala sobre inclusão de pessoas deficientes.

Neste vídeo, uma das pessoas participantes falou, em tom de crítica, que inclusão na escola não é simplesmente "jogar' uma criança deficiente em uma sala de aula e pronto, a inclusão está feita.

Pela forma como a pessoa falou, tem-se a nítida impressão de que isso ocorre amiúde.

Em escolas particulares acho um pouco mais difícil disto acontecer, afinal de contas, existe uma certa tendência dos gestores tentarem agradar sua clientela e evitar perder clientes, já que a concorrência é grande. Não descarto também a possibilidade dos donos da escola terem real respeito pelo processo de inclusão.

Por outro lado, conversando com uma mãe atípica (mãe de criança deficiente) que tentava uma vaga em uma escola particular para seus filhos deficientes, fiquei surpreso ao saber que a escola começou a colocar obstáculos assim que soube que as crianças eram deficientes.

Independente de ser escola particular ou pública, pode-se acompanhar o desenvolvimento, a evolução das crianças deficientes.


COMO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO?


Periodicamente a família deve questionar a gestão da escola.

De quanto em quanto tempo? Os pais da criança é que decidem. Eu sugiro que todo final de mês a família questione a escola:

1-) O que foi trabalho com a criança durante o mês?

2-) Quais resultados foram obtidos?

3-) Quais evidências físicas a escola tem para apresentar, que comprovem os resultados que alegam ter alcançado?

4-) Quais estratégias serão usadas para trabalhar eventuais insucessos?

5-) O que será trabalhado com a criança no próximo mês?

6-) Qual é a rotina diária da criança na escola?

Estes simples questionamentos permitem verificar, pelo menos em teoria, se algo está sendo realmente feito em favor da criança deficiente.

Quando não é trabalhado nada com a criança deficiente, o que você escuta da escola ao fazer os questionamentos acima é um monte de desculpas esfarrapadas e gente colocando a culpa em outras pessoas ou circunstâncias.

Exija que a escola trabalhe efetivamente a favor da criança deficiente.