Mostrando postagens com marcador mata. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mata. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de maio de 2012

CACHOEIRA PRÓXIMA DAS RUÍNAS DA LAGOINHA







Na tarde do sábado da semana passada resolvi ir procurar uma cachoeira que havia nas proximidades das Ruínas da Lagoinha.

Para dizer a verdade, eu nem sabia se a tal cachoeira existia. Há um bom tempo atrás tinha feito uma pesquisa na Internet e não havia encontrado nada de útil a respeito dela.

Encontrei apenas um vídeo no You Tube, mas não havia nenhuma referência sobre como chegar até lá.

Comecei por um riacho que eu já conhecia. Lembrei-me que na última vez que estive lá, vi que a trilha continuava morro acima, mas nunca tinha ido lá.

Assim, comecei a seguir pela trilha. Eu estava de bicicleta e não estava muito fácil carregá-la ou empurrá-la. Deixei-a pelo caminho e continuei pela trilha, mas ainda não havia encontrado nada. Como estava começando a escurecer, e eu ainda queria ver o pôr-do-sol da praia, resolvi voltar.

Levantei bem cedo no domingo, peguei o carro e deixei-o na entrada da trilha.

Segui a trilha e a cada entrada em direção ao riacho eu seguia para ver onde dava. Vi outros trechos do riacho que eu ainda não havia visto, em alguns casos, mais bonitos que os que eu conhecia.

A trilha tornou-se mais íngreme a mata um pouco mais fechada. Sempre do meu lado direito, ouvia o barulho do riacho.

Em um determinado ponto encontrei uma bifurcação. A parte da trilha que ia para a esquerda continuava morro acima. A parte da direita, descia o morro.

Resolvi pegar a da direita para ver onde dava. A descida era íngreme e em muitos pontos precisei me agarrar aos troncos das árvores para continuar descendo. Em alguns momentos não via mais a trilha, mas bastava eu pular uma árvore caída ou me perdurar no tronco de uma árvore, olhando para o outro lado, e lá estava a continuação dela.

Tendo passado um pouco mais de uma hora, desde que havia começado minha caminhada, já estava bem cansado e pensava que como não havia encontrado referências adequadas em minha busca na Internet, talvez esta cachoeira nem existisse.

Notei que o ruído da água estava um pouco diferente. Andando mais alguns metros, me deparei com a cachoeira.

Realmente o lugar é muito bonito. Tirei algumas fotos e filmei durante algum tempo, mas estava mais interessado em entrar na água para me refrescar, pois estava realmente cansado.

Quando estava saindo da água, vi alguns peixes pequenos nadando ali e olhei ao redor. Notei a pequena área onde a água da cachoeira caía, as pedras que a cercavam e percebi que mesmo em época de vazão maior, eles dificilmente conseguiriam sair dali, seguindo o curso do riacho.

Como mergulhador, com 14 anos de "estrada", o que me impressionou no comportamento deles, é que quando entrei na água, ao invés de fugir, como todos os peixes que já vi até hoje, estes se aproximavam. Saí da água e entrei do lado oposto para ver o que eles faziam, e novamente, eles se aproximavam. Não faziam nada, apenas se aproximavam bastante e ficavam nadando do meu lado.

Me lembrei de um manual de sobrevivência na selva que eu havia lido há alguns anos, onde comentava sobre o comportamento não muito agradável de um certo peixe pequeno de água doce cujo nome não me lembro agora. Como a água estava gelada e eu já havia me refrescado, reslvi ficar sentado na pedra, só com os pés dentro d'água, me secando.

Tirei mais fotos, filmei mais um pouco e fiquei sentado um tempo por lá.

Não sabia quanto tempo havia passado, mas o sol já estava lá em cima. Provavelmente era alguma coisa perto de meio-dia. Já estava na hora de voltar. No meio de toda esta história eu havia me desligado do mundo e esquecido que havia largado meu carro lá embaixo na entrada da trilha.

Já visitei muitas cachoeiras e para mim, esta está entre as três que mais gostei.

Para acessá-la, pegue uma trilha que fica do lado direito do terreno onde ficam as Ruínas da Lagoinha.

Você pode ver o filme que fiz com algumas imagens do riacho e da cachoeira acessando o seguinte link:

http://www.youtube.com/watch?v=3nSBU-yv-8E


Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

RIACHO EM UBATUBA






Este é um lugar bem bacana lá em Ubatuba (SP).

Um riacho, cuja água desce da Serra do Mar. Suas águas são tão cristalinas que o fundo do riacho pode ser facilmente visto nas fotografias.

A única dificuldade é chegar até ele. Deve-se seguir por uma trilha e depois literalmente, andar um pouco pelo meio do mato.

Sem se importar com a época do ano, uso de calça comprida, calçado fechado e camiseta de manga comprida é quase que mandatório.

Andar por entre as pedras é bastante complicado, pois elas estão por toda a parte e são muito escorregadias.

Embora estas fotos estejam claras, no momento em que elas foram tiradas havia pouca claridade.

Mas como as fotos ficaram assim? Foram editadas?

Não. As fotos não foram editadas.

Este tipo de fotografia só pode ser tirada em locais com pouca claridade, preferencialmente no início ou fim do dia.

Para que o movimento da água seja registrado de maneira a parecer um tipo de véu, é necessário deixar o obturador da câmera aberto por alguns segundos. Se fizermos isto quando temos a claridade normal do dia, a foto ficará praticamente branca por inteiro, sem mostrar absolutamente nada. Usar um tripé também é necessário, pois o menor movimento da mão vai deixar tudo borrado.

Um amigo me perguntou como fazia para tirar este tipo de foto. Aí está a explicação. Não é necessário ter nenhuma câmera sofisticada. Uso uma pequena Canon Ixus 960 IS, super simples.

Enfim, para quem gosta de fotografia e também de natureza, juntar as duas coisas é uma grande satisfação.

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )