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domingo, 26 de setembro de 2010

O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA


Minha tia do Rio Grande do Sul enviou-me um texto bem inteligente e atual. Procurei seu autor na Internet, mas tem tanta gente dizendo ser autor dele, que eu não sei dizer quem realmente o é. Segue o texto:

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas.

O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal: “Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta“.

Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa carreira difícil.

Isso, na Inglaterra. Imaginem aqui, no Brasil.

Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência”.

A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência.

Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder.

Mas, é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar.

Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.

Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida.

É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social. Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente, a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras, à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.

Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam "com uma perna nas costas". Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo angustiante!

Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.

Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues... "Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra".

O problema é que os inteligentes gostam de brilhar! Que Deus os proteja, então, dos medíocres!

quarta-feira, 10 de março de 2010

ANTES E DEPOIS

Normalmente, evito fazer qualquer tipo de postagem de cunho político, mas esta eu não posso deixar de postar. Não sei quem é o autor deste texto, mas ele está de parabéns!

Antes de tomar posse, o discurso "dele" e de seu partido era algo mais ou menos parecido com isto:

"Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar nossos ideais.
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os mensaleiros e sanguessugas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
compreendam que
somos a nova política."

Depois que ele tomou posse, as coisas se inverteram, literalmente. Se você ler o texto de baixo para cima, perceberá que as coisas hoje estão muito semelhantes.

Para não lhe dar o trabalho de ler o texto de baixo para cima, irei invertê-lo:

"Somos a nova política.
Compreendam que
exerceremos o poder até que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
nossas crianças morram de fome.
Não permitiremos de nenhum modo que
se termine com os mensaleiros e sanguessugas.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se possa governar com as manchas da velha política.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Asseguramos sem dúvida que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Mostraremos que é grande estupidez crer que
para alcançar nossos ideais,
a honestidade e a transparência são fundamentais.
Porque se há algo certo para nós, é que
não lutaremos contra a corrupção.
Só os tolos podem crer que
nosso partido cumpre o que promete."