sexta-feira, 3 de julho de 2009

FRANÇA : NARBONNE (Junho/2009)






Comecei outra semana de trabalho em Toulouse a “todo vapor”. Notei que meu gerente de lá da França não havia agendado nenhuma atividade para mim na sexta-feira. Na quinta-feira, logo após a última reunião do período da manhã, ele me disse que se eu não tivesse nada programado para o dia seguinte, poderia tirar o dia livre.

Por essa eu não esperava! Eu estava pensando que teria que trabalhar a semana inteira e no sábado, já pegaria o avião para voltar ao Brasil, ou seja, passeios na França, somente na próxima viagem a trabalho ou nas férias.

Já que teria a sexta-feira livre, decidi ir até a cidade de Narbonne.

Narbonne foi a primeira colônia romana fora da Itália. No ano 118 A.C., os romanos fundaram na região da Gália uma colônia chamada Colonia Narbo Martius, em homenagem ao cônsul romano Quintus Marcius Rex. Esta colônia estava situada no caminho da Via Domita, a primeira estrada romana na Gália, que ia da Itália até a Espanha. No ano 27 A.C., Narbonne tornou-se a capital da recém criada província romana: Gália Narbonense. Depois disso, Narbonne passou pela dominação de estrangeiros. Ao longo do tempo, voltou a ser parte do domínio da França e hoje, é uma cidade bastante procurada pelo turismo.

Existe uma coisa que não entendi muito bem em Narbonne. Existe a região central da cidade, chamada de Narbonne Ville (ville em francês = cidade) e cerca de uns 10 quilômetros dali, Narbonne Plage (plage em francês = praia), a beira mar. No meu entendimento, é a mesma cidade.

Desci do trem e já segui o caminho que eu havia visto antecipadamente no mapa (agora eu acho que aprendi a lição). Fui até o Canal de la Robine, tirei umas fotos e passei no escritório de turismo para pegar um mapa da cidade.

Fui direto para a Cathédrale Saint-Just et Saint-Pasteur, cuja construção foi iniciada no ano de 1272 e até hoje está inacabada. A catedral está ao lado do palácio dos arcebispos, construído entre os séculos XII e XIV, que atualmente abriga dois museus de Narbonne. Um convento construído no século XIV interliga os dois prédios.

Como já estava na hora de almoçar, parei em uma lanchonete para comer um sanduíche. Saí de lá e fui até a praça em frente ao palácio dos arcebispos, onde existe um trecho da Via Domitia. Tirei algumas fotos por lá e em seguida fui até o palácio. Visitei seu interior, o convento e a catedral.

Decidi entrar no museu arqueológico. Infelizmente não me permitiram filmar ou fotografar lá dentro. O museu é enorme e guarda pinturas, mosaicos e objetos da era romana. Muito legal!

Depois fui andar pelo centro histórico. Como já estava quase na hora de pegar o trem de volta para Toulouse, resolvi dar uma passada na loja do palácio dos arcebispos para comprar algumas lembranças, dei uma volta nos jardins do palácio e depois fui para estação de trem.

Infelizmente não tive tempo de ver tudo em Narbonne Ville e muito menos tive tempo para ir até Narbonne Plage. Deixaria para ver o restante na próxima vez.

Minha impressão: Narbonne é outra cidade histórica que possui muitos pontos para visitação. Os dois principais museus abrigam coleções de objetos antiqüíssimos e muito bem preservados. A catedral, o convento e o palácio são magníficos. Os bares e restaurantes locais são legais também (os preços, lá nas alturas). O Canal de La Robine é legal, mas o cheiro não é muito bom (que bom que não é possível sentir o cheiro nas fotos). Se quiser, você pode fazer um passeio de barco pelo canal. Visitar Narbonne, vale a pena.

Você pode ver mais fotos de minha viagem a Narbonne no link http://viajamos.com.br/photo/albums/narbonne-franca

Fiz dois vídeos em Narbonne.

O primeiro pode ser visto no link http://www.youtube.com.br/watch?v=T4a-eNCtDyY

O segundo pode ser visto no link http://www.youtube.com/watch?v=LVzrD1akGRE

( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Se você pretende viajar para a França, recomendo os dois guias a seguir. Eles poderão ser de muita ajuda:



quinta-feira, 2 de julho de 2009

FRANÇA : ALBI (Junho/2009)






Levantei bem cedo, pois meu trem sairia às 07:19 para Albi. Tomei o trem que tinha como destino final a cidade de Carmaux. Tanto na ida quanto na volta, ele parou nas cidades de Montrabe, Gragnague, Montastruc La Conseillere, Saint-Sulpice (Tarn), Rabastens Couffouleux, Lisle Sur Tarn, Gaillac, Tessonnieres e Marssac Sur Tarn.

Cheguei a Albi por volta da 08:30. Ao sair da estação, as ruas estavam praticamente desertas. Era domingo!

A região de Albi começou a se tornar mais conhecida no século IV, com a implantação de uma diocese. A Cathédrale Sainte-Cécile, a maior igreja de tijolos do mundo, teve sua construção iniciada no século XIII e por etapas, foi finalizada até o século XVI. Outro lugar muito conhecido de Albi é o Palais de la Berbie, construído em várias estapas também, deste o século XIII até o século XIV. Hoje ele abriga o museu de Toulouse Lautrec.

Para minha sorte, depois das experiências anteriores de ficar meio “sem rumo” em Carcassone e Lourdes, dei uma olhada no mapa de Albi pela Internet antes de sair do hotel, ou seja, sabia mais ou menos que direção seguir.

Andei por cerca de 10 minutos e ao longe, pude ver a enorme torre da Cathédrale Sainte-Cécile. No caminho, passei por uma feira de artigos usados em uma praça, que tinha muitas coisas interessantes.

Cheguei na Cathédrale Sainte-Cécile bem na hora que ia começar uma missa. Consegui filmar o início da missa, e especialmente o som do magnífico órgão de tubos da igreja, construído no século XVIII. Depois que a missa começou, ficou um pouco complicado para filmar e fotografar o interior da igreja, contudo, consegui registrar as pinturas do “Juízo Final”, feitas entre os anos de 1474 e 1484, que é considerada a maior pintura deste tipo da Idade Média. Simplesmente magnífica.

Em seguida passei pelo escritório de turismo para pegar um mapa de Albi (agora sim).

Fiquei um bom tempo fotografando a área externa da Catedral e arredores.

Depois fui até o Palais de la Berbie que ficava bem ao lado da Catedral. O palácio é incrível e tem um jardim em estilo clássico, muito bem cuidado e bonito. Andei pelas muralhas do fundo do castelo, de fazem divisa com um tipo de “calçadão” ao lado do rio Tarn. Tentei visitar o museu Toulouse Lautrec, mas o horário de almoço deles era das 12:00 às 14:00 horas.

Olhei no relógio e já era quase uma hora da tarde. Hora de almoçar. Saí pela porta lateral do palácio e bem na frente, um conjunto de restaurantes super simpáticos, com mesas nas calçadas, que davam para a praça da catedral. Escolhi o restaurante La Tartine para almoçar. Como em todos os restaurantes onde fui na França, a comida era deliciosa, mas o preço, meio “salgado”. Tudo bem, afinal, não é sempre que vou para Albi, não é?

Depois de levar mais de uma hora almoçando (todos os restaurantes estavam lotados), fui visitar o museu de Toulouse Lautrec. Havia várias pinturas e desenhos muito legais, pena que era proibido filmar e fotografar lá dentro. Passei na loja do museu para comprar algumas lembranças antes de ir embora.

Fui ao convento e colégio Saint-Salvi, construído a partir de 1270. Anexa ao convento, outra igreja muito bacana.

Andei pelas centenárias ruas do centro histórico, com suas lojas, restaurantes e bares. Atravessei a Pont Vieux (ponte velha), construída no século XI para ir para o outro lado da cidade, mas quando cheguei na outra margem do rio, vi que já estava na hora de voltar para a estação para pegar o trem de volta para Toulouse.

Teria pela frente mais uma semana de trabalho em Toulouse, antes de voltar ao Brasil. Até este momento, eu acreditava que este seria o meu último dia para passeio na França, já que no sábado seguinte estaria pegando o avião para retornar ao Brasil. Nem imaginava a surpresa que eu ainda teria na semana seguinte...

Minha impressão: Albi possui várias construções históricas para se visitar. A cada rua da cidade você encontra alguma coisa escondida em um canto, uma placa contando a história do local, etc. A Cathédrale Sainte-Cécile é lindíssima. Os bares e restaurantes por toda a parte histórica da cidade são muito convidativos.

Você pode ver mais fotos da minha viagem a Albi no link http://viajamos.com.br/photo/albums/albi-franca

Fiz três vídeos em Albi.

O primeiro deles (Cathédrale Sainte-Cécile) está disponível no link http://www.youtube.com/watch?v=WrdDEijq9qI.

O segundo (Palais de La Berbie) está disponível no link http://www.youtube.com/watch?v=RXVMucTx8Vg.

O terceiro (Église et Cloître Saint-Salvy) está disponível no link http://www.youtube.com/watch?v=wxwgdImj5O4.

( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Se você pretende viajar para a França, recomendo os dois guias a seguir. Eles poderão ser de muita ajuda:



quarta-feira, 1 de julho de 2009

FRANÇA : LOURDES (Junho/2009)






Depois de passar a semana inteira trabalhando, estava chegando o final de semana e com certeza, iria conhecer lugares novos.

No fim da tarde de sexta-feira, saí do trabalho, deixei minhas coisas no hotel e fui até a estação Matabiau. Comprei passagens para ir até o Santuário de Lourdes no sábado e para ir até a cidade de Albi no domingo.

No sábado de manhã peguei o trem que ia para a cidade de Bayonne às 10:45. Cheguei em Lourdes por volta do meio-dia. No caminho de ida o trem parou nas cidades de Muret, Boussens, Saint-Gaudens, Montrejeau Gourdan Polignan, Lannemezan e Tarbes antes de chegar a Lourdes.

Bernadette Soubirous (Sainte-Bernadette) nasceu em Lourdes no dia 07 de Janeiro de 1844. Teve uma vida difícil desde criança. Sofria de asma e tinha outros problemas de saúde também. No dia 11 de fevereiro de 1858, acompanhada de sua irmã Toniette e da amiga Jeanne Abadie, ela presenciou pela primeira vez na gruta de Massabielle que fica praticamente às margens do rio Gave, a aparição de Nossa Senhora que segundo Bernadette, se identificou como sendo a Imaculada Conceição. Nossa Senhora apareceria para Bernadette mais 17 vezes em datas diferentes, e a cada aparição, o número de pessoas que acompanhava Bernadette aumentava. Em uma das aparições, começou a verter água da rocha da caverna, água que verte até hoje. Algum tempo depois das aparições, Bernadette decidiu tornar-se freira e recebeu o nome de Irmã Marie-Bernarde. Sua saúde era muito frágil e acabou falecendo em 16 de Abril de 1879, com 35 anos de idade. No dia 8 de Dezembro de 1933 o Papa Pio XI declarou-a Santa. Uma das coisas mais incríveis: seu corpo permanece intacto até hoje e pode ser visto lá no Santuário de Lourdes. Existem casos comprovados de várias curas em Lourdes. Milhões de pessoas visitam Lourdes todos os anos.

Ao descer do trem, não fazia a menor idéia de onde ficava o Santuário, mas como sempre, resolvi seguir um grupo de turistas e em menos de 5 minutos já avistava uma igreja enorme ao longe (será que é lá?). Vi os turistas descendo uma escadaria ao lado de uma ponte e fui atrás. Parei em uma lanchonete e perguntei a direção: era no final daquela rua onde eu estava. Esta rua estava completamente tomada por lojas de artigos religiosos. Você consegue comprar, terços, imagens, pequenos vidros e até galões para levar a água do Santuário de Lourdes.

Parei em uma loja para comprar algumas coisas para levar para benzer lá no Santuário e para minha surpresa, o comerciante falava português. Ouvi dizer que em Lourdes, existem algumas lojas onde os comerciantes falam até 10 idiomas diferentes.

Chegando na entrada do santuário, notei que não havia muita gente. O dia estava meio encoberto e eu acho isto talvez tenha feito as pessoas desistirem de ir lá. Tinha que ficar de olho no relógio, pois meu trem para retornar a Toulouse sairia em 2 horas.

Fotografei e filmei a entrada do Santuário, a parte de baixo da igreja e a gruta onde houve a aparição de Nossa Senhora. Levei as lembranças que comprei para benzer, parei alguns minutos na igreja para rezar pelos meus parentes, amigos e também por aqueles que pensam que são meus inimigos.

Na gruta, resolvi pegar uma pequena fila, onde você pode entrar nela. É impossível descrever o que você sente quando toca nas rochas da gruta, na água que verte das pedras. A sensação é magnífica, única. Foi uma das melhores sensações que já tive na minha vida. Não sei como descrever, eu fiquei meio atordoado, não sabia o que fazer. É simplesmente INCRÍVEL! Fiquei algum tempo na gruta.

Ao sair de lá, olhei o relógio. Infelizmente tinha que voltar para a estação de trem. Voltei meio rápido, pois estava meio em cima da hora. Para minha sorte, o trem atrasou-se 30 minutos e pude comer um lanche.

No caminho de volta para Toulouse o trem parou somente na cidade de Tarbes (graças a Deus). Cheguei na estação em Toulouse e fui arrumar um lugar para jantar. No dia seguinte estaria indo para a cidade de Albi.

Minha impressão: Lourdes é uma pequena cidade. A maioria das lojas que vi são praticamente lojas de arigos religiosos (óbvio?). Tem alguns restaurantes e lanchonetes. Destaque total para o Santuário. Não vi mais nada de interessante por lá. Para os católicos, eu garanto: esta é uma experiência INCRÍVEL, ÚNICA e IMPERDÍVEL!

Você pode ver mais fotos da minha viagem a Lourdes no link http://viajamos.com.br/photo/albums/lourdes-franca

Segue o link de um vídeo que fiz quando visitei o Santuário de Lourdes na França http://www.youtube.com/watch?v=vn1qwOORWe8

( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Se você pretende viajar para a França, recomendo os dois guias a seguir. Eles poderão ser de muita ajuda:



terça-feira, 30 de junho de 2009

FRANÇA : CARCASSONNE (Junho/2009)






Segunda-feira. Eu estava tão animado para começar minha jornada de trabalho na França, mas era feriado. Que pena! (hahahaha).

Já que não podia trabalhar, não tive outra opção a não ser ir até a estação Matabiau, que ficava próxima ao meu hotel, e ver qual era o próximo trem para Carcassonne.

Alguém me disse que existe um ditado na França que diz que ninguém pode passar pela vida sem conhecer o famoso castelo de Carcassonne. Então, hoje seria o meu dia de conhecê-lo.

Pedi informações no balcão de atendimento, comprei a passagem e ia entrar no portão de embarque para pegar o trem, quando me lembrei de uma informação que minha professora havia falado uma vez: "Na França, se você for pegar um trem, antes de entrar nele você tem fazer uma coisa chamada 'composter' na passagem". Este tal de 'composter' nada mais é do que inserir a passagem em uma máquina amarela que se parece com um parquímetro e a máquina registra o nome da estação, a data e a hora. Se você não fizer isso e o fiscal pegar você dentro do trem, você paga uma multa razoavelmente alta.

Com a passagem devidamente "compostada" e acomodado no trem, começou minha viagem até Carcassonne. Os trens são relativamente rápidos. Tanto no caminho de ida como no caminho de volta, paramos na cidade de Castelnaudary antes de chegar a Carcassonne.

Antes de sair do Brasil, perguntei a uma amiga que já havia ido de carro até Carcassone, se o castelo ficava próximo à estação de trem. Ela me disse, que ficava sim, bastava atravessar uma ponte sobre o rio e o castelo estaria bem na frente. Cheguei em Carcassone com esta referência da localização do castelo. Logo na frente da estação: um rio, uma ponte, mas onde estava o castelo? Será que era muito pequeno?

Resolvi seguir um grupo de pessoas que estava atravessando a ponte. Passado algum tempo, resolvi tomar meu próprio rumo. Parei em uma praça onde havia uma exposição de arte e perguntei ao expositor que direção deveria tomar para chegar no castelo. Ele me disse que eu deveria pegar uma estrada de número tal em direção a algum lugar e deu mais indicações. Estrada? Eu estava a pé! Tive a impressão de que não perguntei corretamente em francês.

Continuei a caminhar e cheguei em uma igreja enorme, muito antiga (Cathédrale Saint-Michel). Fui até outra praça e encontrei um senhor sentado no banco. Perguntei a ele onde ficava o castelo. Ele me indicou a direção correta (eu estava indo na direção oposta). Agradeci e segui caminhando por uns 20 minutos. Fui chegando perto de um rio e depois do rio, em cima de um morro, eu simplesmente não acreditei... Na mesma hora me lembrei de quando eu era pequeno e ouvia aquelas estórias de castelos, cavaleiros e tudo mais. Era incrível estar no meio daquilo.

Os primeiros sinais de ocupação de Carcassonne datam aproximadamente do ano 3500 A.C. Por volta do ano 100 D.C., os romanos fortificaram a colina onde hoje se localiza o castelo. Desde então, Carcassonne passou pelas mãos de vários povos, até ficar definitivamente com os franceses. O castelo foi construído em várias etapas. Por pouco o castelo não foi demolido no século XIX e graças a algumas pessoas ele foi restaurado.

O Castelo de Carcassonne tem suas muralhas externas cercadas por um pequeno fosso. Na entrada principal, chamada de Porte Narbonne, tem um portal com uma pequena ponte levadiça. Depois de atravessá-la, você tem outra muralha e outro portal para atravessar. Por trás destas muralhas existe uma cidadela chamada Cité de Carcassonne (não confundir com a cidade de Carcassonne, onde está localizado o castelo). Construções antigas e mais novas fazem parte desta sociedade onde você encontra restaurantes, bares, lojas, e até um hotel. Andando lá por dentro, você vai se deparar com outra muralha e dentro destas muralhas um outro castelo, chamado de Château Comtal. Para entrar no Château Comtal você paga 8 euros e tem que ser com cartão de crédito ou cheque de algum banco francês, pois eles não aceitam dinheiro (frescuras de primeiro mundo).

Através dos acessos internos do Château Comtal você consegue subir e andar pelas muralhas internas e torres do castelo de Carcassonne. O Château Comtal ainda abriga um museu muito interessante, com pinturas, esculturas, objetos da época e mais um monte de outras coisas.

Caminhei sem parar por todo o castelo, incluindo muralhas, prédios, torres, por mais de 4 horas. Infelizmente não pude ver tudo. Ainda dentro do castelo, visitei a Basilique Saint-Nazaire, uma igreja muito bonita.

Como tinha que pegar o trem de volta a Toulouse, passei rapidamente em uma loja do castelo para comprar algumas coisas e voltei para a estação de trem. Cheguei um pouco adiantado e parei em uma lanchonete para tomar um lanche. Em poucos minutos, peguei o trem de volta para Toulouse. No dia seguinte, nada de passeios - trabalho pelo resto da semana!

Minha impressão: Carcassonne é uma cidade pequena e cuja grande atração é sem dúvida o castelo. Fora isso, não vi nada de mais interessante na cidade. O passeio para conhecer o Castelo vale muito a pena.

Você pode ver mais fotos de minha viagem a Carcassone no link http://viajamos.com.br/photo/albums/carcassonne-franca

( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Se você pretende viajar para a França, recomendo os dois guias a seguir. Eles poderão ser de muita ajuda:



domingo, 21 de junho de 2009

FRANÇA : TOULOUSE (Maio e Junho/2009)






Fiquei basante satisfeito quando soube que minha viagem à serviço para a empresa matriz na qual trabalho havia sido aprovada. Tinha que ir lá para fazer um curso de informática. Na última hora apareceu mais outro curso para fazer, então, ficaria alguns dias adicionais por lá.

No dia 30/05/2009 peguei o avião em Guarulhos com destino a Madrid (Espanha) e de lá pegaria outro avião para Toulouse (França). Havia um único problema, chegaria em Madrid às 06:45 e teria que pegar o avião para Toulouse às 07:30. O problema é que para vôos domésticos, as companhias aéreas pedem para você chegar uma hora antes do avião sair. Em outras palavras: meu avião pousaria as 06:45, eu ainda teria que aguardar o avião "encostar" no portão de desembarque, sair dele, passar pela imigração espanhola e chegar a tempo para pegar outro avião. Como fazer isto com uma hora de antecedência?

Bom, tive sorte em muitos aspectos: o avião para Toulouse partiu depois das 08:00, o balcão da imigração espanhola estava praticamente vazio e também tinha a vantagem de eu já conhecer o enorme aeroporto de Madrid, pois em Setembro de 2008 havia passado por ele quando fui para a Grécia.

O avião chegou em Toulouse às 09:30 do domingo. Não havia ninguém no aeroporto. Comi alguma coisa, peguei um taxi e fui para o hotel.

Estava cansado da viagem. Resolvi dormir um pouco até as 16:00 horas e depois saí para andar pela rua. Passei no Donjon du Capitole, mas estava fechado. Fui para o Capitole, onde em sua praça estava tendo um tipo de uma feira das nações. Havia uma barraca do Brasil por lá com um monte de coisas que nada tinham a ver com o Brasil, mas tudo bem.

Depois fui até a igreja Les Jacobins, entrei, tirei várias fotos. A igreja Les Jacobins teve sua construção iniciada após o fim das Cruzadas de 1229. Os restos mortais de São Tomás de Aquino foram levados para lá em 1365 e encontram-se em um esquife dourado muito bonito, parece até que é feito de ouro. Como não se pode chegar nem perto, não dá para ver direito.

Fui até a igreja Notre Dame de La Daurade, mas ela estava fechada. Andei pelo "calçadão" que existe no cais do rio Garonne e depois fui até La Bazacle, que é um tipo de usina hidrelétrica localizada em um desnível do rio Garonne. Na verdade, La Bazacle era um moinho que foi instalado neste local em 1190. Usina hidrelétrica mesmo foi implantada em 1889 com o objetivo de prover energia aos postes de rua.

Dei uma passada pelo canal de Brienne, construído no século XVIII, passei pela igreja de Saint-Pierre des Cuisines. Sua construção iniciou-se no século IV sobre uma necrópole gaulesa-romana. No século XI é doada aos monges beneditinos da abadia de Moissac. Em uma de suas paredes externas é possível ver um túmulo da época romana.

O dia seguinte (01/06/2009) seria segunda-feira e para minha sorte, feriado na França. Dei uma passada na estação de trem Matabiau para pegar algumas informações sobre passagens e destinos, pois estava a fim de conhecer alguns lugares diferentes. Embora estivesse viajando a trabalho, sem ainda saber, nos próximos dias iria conhecer lugares simplesmente magníficos: Carcassonne, Lourdes, Albi e Narbonne.

Já era quase 10 horas da noite e o dia ainda estava claro. Passei em uma pizzaria para pegar uma pizza e fui embora para o hotel.

Levei cerca de dois dias para me acostumar à mudança de fuso horário (5 horas a menos que o horário do Brasil).

No trabalho, comecei meus cursos e a seqüência de reuniões intermináveis. Logo na primeira semana de trabalho, meus colegas do grupo de informática de engenharia me levaram para almoçar em um restaurante muito legal. No dia 10/06, meu colega de trabalho, Corentin e sua esposa, convidaram-me para participar de um jantar na casa deles, juntamente com outros colegas da empresa de Toulouse. Meu colega Johan passou no hotel para me buscar. Foi um jantar bem legal, onde nos divertimos muito. Acabei tomando um "golinho" de uma bebida típica francesa chamda RICARD (feita de aniz), mas foi só um gole mesmo e depois tomei um pouquinho de uma bebida que parece champagne, mas não é (não me lembro o nome da bebida). Conversamos sobre a diferença de como são as coisas no Brasil e na França, comi algumas comidas típicas de lá, preparadas pela esposa do Corentin e pelo Johan.

No meu penúltimo dia de trabalho em Toulouse (quinta-feira 11/06/2009), meu gerente disse que não havia marcado nenhuma reunião para mim na sexta-feira e se eu não tivesse mais nada agendado, poderia tirar a sexta-feira de folga e assim tirei.

No sábado, dia do meu retorno para o Brasil, tirei a manhã para dar uma passeada no centro de Toulouse. Queria passar na Basílica de Saint-Sernin, uma igreja construída no século XI, onde estão os restos mortais de São Saturnino. Saturnino foi o primeiro bispo e o primeiro mártir de Toulouse. Ele viveu em Toulouse na primeira metade do século III. No ano 250 D.C. Saturnino foi preso em Toulouse por celebrar uma missa e levado até o consul romano Décio, que ordenou que Saturnino sacrificasse um touro em honra ao deus Júpiter. Saturnino se recusou e como punição, teve seus pés amarrados ao touro que o arrastou pelas escadarias do templo, tendo seus membros esfacelados. Seu corpo foi recolhido e sepultado.

Em 2007, quando estive em Toulouse pela primeira vez, visitei esta igreja, tirei várias fotos, mas a camera que eu estava usando não era muito boa. A cripta inferior da igreja é muito interessante. A igreja por si só é um verdadeiro museu de obras de arte sacra. Queria visitar novamente. Cheguei lá e estava tendo uma missa e durante a missa não é permitida a visita. Deixaria para uma próxima vez.

Fui para outra igreja chamada Notre Dame Du Taur que segundo informações, foi construída no local do primeiro túmulo de São Saturnino. Tirei várias fotos e filmei o interior da igreja, que é simplesmente magnífico.

Findo o passeio, fui para o hotel, onde comi alguma coisa, tomei um banho e fui para o aeroporto pegar o avião para Madrid. Cheguei cedo em Madrid. Tive tempo de fazer algumas compras antes de embarcar para o Brasil. O retorno durou 10 horas, mas como estava muito cansado, dei algumas cochiladas no avião durante o vôo, portanto, não senti tanto o tempo de volta.

Dicas: de um modo geral, notei que os restaurantes na França fazem carne mal passada (praticamente crua). Se você não gosta deste tipo de carne, avise o garçon na hora de pedir. Diga para ele "bien cuit" (bem passado). Se quiser tirar fotos do lado externo da igreja de Saint-Sernin, não vá no sábado, pois todo sábado tem uma feira de artigos usados ao redor da igreja e você não consegue fotografar nada. Se quiser comprar produtos eletrônicos, Toulouse tem uma loja da FNAC onde você vai encontrar produtos excelentes a preços super baixos (em comparação com o Brasil). Se você quer conhecer lugares diferentes nos finais de semana, você pode pegar um trem para um monte de cidades. A malha ferroviária francesa é extensa, os trens são rápidos, confortáveis e em alguns deles você até pode levar uma bicicleta e transportar animais (não sei se este último seria o caso para turistas).

Minha impressão: eu já havia estado em Toulouse em 2007, mas naquela ocasião fiquei um período muito curto para ter uma idéia da cidade. Desta vez, notei que Toulouse é uma cidade grande, um dos maiores polos tecnológicos da França. É também uma cidade histórica com prédios antigos muito bonitos. A vida noturna é agitada, especialmente nesta época do ano (primavera). A população de Toulouse lota as centenas de bares por toda a cidade. As mulheres francesas não são muito acessíveis e normalmente não dão muita confiança para estranhos. De um modo geral, não espere muita simpatia do povo francês (é claro que existem exceções). Quando descobrem que você é brasileiro, a simpatia melhora um pouco.

Você pode ver mais fotos da minha viagem a Toulouse no link http://viajamos.com.br/photo/albums/toulouse-franca

Fiz 4 vídeos quando estive em Toulouse.

O primeiro é do Centro Histórico e ele pode ser visto neste link http://www.youtube.com/watch?v=dzTE5UWDL7k

O segundo é da Igreja Les Jacobins e ele pode ser visto neste link http://www.youtube.com/watch?v=FgsTpW5y7Zc

O terceiro é da Basílica de Saint-Sernin e ele pode ser visto neste link http://www.youtube.com/watch?v=ztlCol-Md14

O quarto e último vídeo é sobre a região de Marengo-Jolimont, onde fiquei hospedado e ele pode ser visto no link http://www.youtube.com/watch?v=cWbwvVaLeHY

Se você pretende viajar para a França, recomendo os dois guias a seguir. Eles poderão ser de muita ajuda:





Para conhecer detalhes de viagens que fiz a outros países, seguem os links. Outras cidades do mesmo país, estão nas postagens seguintes.

GRÉCIA - ATENAS http://tudoqueseiequenadasei.blogspot.com/2008/11/grcia-atenas.html

CHILE - SANTIAGO http://tudoqueseiequenadasei.blogspot.com/2009/05/chile-santiago-abril-e-maio2009.html

ITÁLIA - ROMA http://tudoqueseiequenadasei.blogspot.com/2013/07/italia-roma-junho2013.html

( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

domingo, 14 de junho de 2009

FRASES DE MOTIVAÇÃO DESTE MÊS

Frases deste mês:
  • "Saber quando deves ter a tua boca fechada é frequentemente mais importante do que a abrir na hora certa." - Malcolm Forbes
  • "O estado da sua vida nada mais é do que o reflexo do estado da sua mente." - Wayne Dyer
  • "Não quero rezar para me proteger dos perigos, mas para ser destemido ao encará-los. Não quero implorar para que me retirem a dor, mas para que tenha um coração que a possa conquistar." - Rabindranath Tagore
  • "Amor intenso não se avalia, apenas se dá " - Madre Teresa de Calcutá
  • "Você nasceu como um original. Não morra como uma cópia." - John Mason

quarta-feira, 10 de junho de 2009

VIVER NÃO DÓI


Recebi de minha colega de curso, Dra Alexandra, um e-mail contendo um texto cuja autoria é atribuída a Carlos Drummond de Andrade:

"Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive. Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.


Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais."

quarta-feira, 3 de junho de 2009

EU APRENDI


Recebi de minha amiga Vivi do ORKUT, um trecho de um texto cuja autoria é atribuída a Shakespeare. O texto contém modificações do original:

Eu aprendi que o amor, e não o tempo, é que cura todas as feridas.

Eu aprendi que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa.

Eu aprendi que a vida é dura, mas eu sou mais ainda.

Eu aprendi que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi que devemos sempre ter palavras doces e gentis, pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las.

Eu aprendi que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência.

Eu aprendi que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.

Eu aprendi que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você está escalando-a.

Eu aprendi que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer!

Eu aprendi que Deus sem mim é Deus, e eu sem Deus sou nada!!!