segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O LENHADOR E A RAPOSA

Hoje recebi um texto da Marta, uma colega do grupo do Life que me fez lembrar de comportamentos que observamos diariamente nas pessoas.

Quantos não são influenciados por opiniões dos outros e acabam tomando a decisão errada, na hora errada?

Muitas vezes, estas opiniões chegam sob o "disfarce" de um conselho visando o seu bem estar, mas na realidade podem esconder a intenção de impor a você a visão do conselheiro (óbvio), ou pior ainda, no caso dos invejosos, visa o seu fracasso (não tão óbvio assim).

E quando as opiniões se tornam frases insistentes... Existe uma enorme diferença entre sugestão e interferência, e a "linha" que separa estas duas coisas é bem evidente.

Neste momento estou me lembrando do meu mestre de PNL falando: "cuidado para não violentar o mapa mental do outro". Quem conhece um pouco de PNL, sabe do que eu estou falando.

Se alguém deseja seu bem estar, talvez deva deixar que você tome suas próprias decisões, pois só você colherá os frutos do sucesso ou pagará pelos erros.

Sei que pessoas de nossa família tentam nos orientar para o que é melhor. Podemos avaliar e ver se realmente é o que queremos.

De um modo geral, acho que se conselho fosse bom, seria vendido ao invés de ser dado.

Segue o texto, que se chama O LENHADOR E A RAPOSA:

"Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite.

Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.

Todos os dias, o lenhador, que era viúvo, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê.

Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.

Freqüentemente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso.

Os vizinhos insistiam:

- Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!

Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada.

O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.

Desesperado, correu para o quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta.

O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos."

Quantas coisas já "enterramos" em nossa vida por causa de "conselhos" dados pelos outros.

Lembre-se sempre: VOCÊ É QUEM ARCARÁ COM AS CONSEQÜÊNCIAS DE SUAS ESCOLHAS.

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