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quinta-feira, 18 de julho de 2013

ITÁLIA : ILHA DE CAPRI (Junho/2013)

A Ilha de Capri (Isola Di Capri em italiano) está localizada no Mar Tirreno, entre o Golfo de Salerno e o Golfo de Nápoles, na região da Campania. Tem uma área de cerca de 10,3 quilômetros quadrados.


Ela possui 2 vilarejos. Um se chama Capri e outro Anacapri. É usada como "resort" desde a época da República Romana.


Eu havia saído de Nápoles por volta das 11:45 da manhã em um barco rápido, e as 12:30 já estava com os pés na Ilha de Capri.

A guia turística informou que faríamos um passeio de barco durante 30 minutos passando por algumas partes da ilha, mas eu resolvi não ir.

Fiquei pela região do porto, explorando as coisas por ali e cerca de 30 minutos depois, me juntei ao grupo novamente para continuarmos o passeio pela ilha.

Tomamos o funicular que nos levaria até o topo de uma colina, onde fica o coração do vilarejo de Capri, e saímos a pé para andar por toda a região, durante algumas horas.


Uma das vistas mais bonitas que se pode ter da Ilha de Capri é no Giardini di Augusto. Simplesmente magnífica.


De lá, é possível avistar o Faraglioni, que é um conjunto de três pedras no meio do mar. Por lá, isto é considerado como algo de interesse turístico, mas sinceramente, até o momento não estou conseguindo ver desta forma, embora admita que seja uma formação rochosa diferente.


Entre os produtos mais famosos da Ilha de Capri está o perfume da marca Carthusia, que é produzido artesanalmente lá. Parei rapidamente no laboratório para comprar um para dar de presente, e continuei meu passeio.

Já estava "trincando" de fome, quando fomos almoçar em um restaurante de um hotel.

Depois do almoço, retornamos ao porto, pois iríamos pegar o barco das 17:25 de volta para Nápoles.

A viagem de volta foi tão rápida quanto na ida, e com exceção de um pequeno inconveniente causado pela falta de cuidado da guia turística de nosso grupo, transcorreu sem problemas. Tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas muito agradáveis da Alemanha, que já haviam morado no Brasil.


Chegando em Nápoles, entramos no ônibus para retornar a Roma. No meio do caminho paramos em um restaurante em Monte Cassino, local conhecido, onde ocorreu uma grande batalha na Segunda Guerra Mundial.

Ao chegar em Roma fui "jantar" no Mc Donald's que ficava próximo ao hotel, tomar um banho e dormir.

No dia seguinte começaria minha "peregrinação", como um verdadeiro nômade, cada dia em uma cidade e em um hotel diferente.

Estava numa grande expectativa para conhecer Florença...

Principais atrativos na Ilha de Capri: Grotta Azzurra, Castello Barbarossa, Giardini di Augusto, Faraglioni e algumas poucas igrejas. Não se esqueça de comprar o perfume Carthusia. A principal praia fica ao lado do porto, separada dele apenas por uma faixa de pedras, e embora ela estivesse lotada de banhistas, não recomendo entrar na água.

Veja neste link o vídeo que fiz da Ilha de Capri https://www.youtube.com/watch?v=VCDmDSX2OHw

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Se você vai viajar para a Itália, recomendo o livro abaixo. Ele poderá ser de grande ajuda:

terça-feira, 16 de julho de 2013

ITÁLIA : NÁPOLES (Junho/2013)

Saindo de Pompéia, entrei no ônibus para seguir viagem para Nápoles (em italiano escreve-se Napoli).

Na verdade, o objetivo não seria conhecer Nápoles, mas sim ir até o porto de Nápoles para pegar um barco que me levaria até a Ilha de Capri, outro lugar muito interessante no passeio deste dia.

Nápoles está localizada na região da Campania e está entre as três cidades mais populosas da Itália, depois de Roma e Milão.


A origem mitológica sobre o surgimento de Nápoles é bem curiosa. Nápoles foi construída próxima a uma outra cidade criada pelos gregos que se chamava Palépolis. Segundo a mitologia grega, havia na região da Ilha de Capri três sereias, dentre elas uma chamada Parténope, que junto com as demais sereias tentaram encantar Ulisses (ou Odisseu - consulte a Odisséia de Homero) quando o barco do mesmo passou por ali. Contudo, Ulisses estava amarrado ao mastro do barco, e não foi seduzido pelo canto das sereias. Desencantada, Parténope morreu afogada, e seu corpo foi parar nas praias de Palépolis. Seus moradores resolveram enterrar seu corpo em um local próximo dali, e a este lugar, deram o nome de Nea Polis (significa nova cidade).

Uma das coisas que eu mais gosto na Europa são as estórias que se escuta em cada cidade que se passa.


Estórias à parte, acredita-se que Nápoles surgiu no século VII a.C. construída por colonos gregos.


Banhada pelo Mar Tirreno, Nápoles passou pelas mãos de diversos povos, até finalmente fazer parte da Itália em 1861.

Seu porto é um dos mais importantes da Itália, e era exatamente para lá que eu me dirigia, depois de fazer um breve "city-tour" pelo centro histórico da cidade.


Dali peguei um barco rápido que me levou até a Ilha de Capri, onde eu ficaria até o fim da tarde...

Alguns pontos de interesse turístico em Nápoles: Castel Nuovo, Palazzo Reale, Castel Sant'Elmo, Port'Alba, Galleria Umberto I, Duomo di Santa Maria Assunta, Chiesa di San Domenico Maggiore, Piazza del Plebiscito, Castel dell'Ovo e muitos outros. Embora tenha ficado pouco tempo em Nápoles, acho que a cidade merece ser incluída em um roteiro de viagem, pois oferece muita coisa na parte cultural.


( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

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sábado, 13 de julho de 2013

ITÁLIA : POMPÉIA (Junho/2013)

Domingo...

Eram 04:00 horas da manhã em Roma quando fui despertado pelo telefone do hotel, que funcionava como meu despertador.

O ônibus iria sair logo mais para o passeio do dia (Pompéia, Nápoles e Ilha de Capri).

Eu comeria um lanche simples no ônibus, e quando chegasse a Pompéia (em italiano escreve-se Pompei), tomaria um café da manhã em um hotel de lá.

Nem sempre sair de férias significa descansar. De qualquer forma, 05:00 horas da manhã já estava dentro do ônibus rumo a Pompéia.

Eu me sentia bastante ansioso, pois este é um dos sítios arqueológicos que eu mais queria conhecer.

Cheguei para o café da manhã em Pompéia e em seguida já fui visitar as ruínas.

Pompéia está localizada na região de Campania e acredita-se que foi fundada entre os séculos VI e VII a.C.


Durante as escavações do sítio arqueológico, pesquisadores encontraram indícios de que Pompéia chegou a ser dominada por diferentes povos, quando foi finalmente conquistada pelos romanos em 80 a.C., e nesta ocasião, começou a se chamar Colonia Cornelia Veneria Pompeianorum. Foi uma cidade que prosperou bastante.


No ano 62 d.C, Pompéia foi atingida por um forte terremoto, oriundo de uma erupção do vulcão Vesúvio, e os danos foram reparados.

Em 79 d.C. Pompéia foi pega de surpresa por uma violenta erupção do vulcão Vesúvio, e desta vez, seus habitantes não tiveram muita sorte, pois os calor de cerca de 250 graus Celsius projetado nas imediações do vulcão, matou instantaneamente os habitantes que estavam lá. Em seguida, a cidade e tudo que estava nela foi completamente coberta de cinzas, sendo esquecida pelas pessoas e pelo tempo. Na época de sua destruição, acreditava-se que Pompéia tinha cerca de 20 mil habitantes.

Em 1599 fizeram as primeiras descobertas sobre Pompéia, em escavações que foram logo abandonadas.

Em 1748, Pompéia foi re-descoberta pelo engenheiro espanhol Rocque Joaquin de Alcubierre, e a partir daí, começaram efetivamente as escavações, que continuam até os dias de hoje.

Embora a cidade esteja bem destruída, caminhar por Pompéia lhe dá a impressão de estar andando por uma cidade romana do século I. Muitos objetos ainda estão lá, intactos. Alguns lugares, como a casa de banhos, estão relativamente preservados.



Pode parecer loucura, mas durante as horas que passei ali, tive a plena sensação de estar em outro mundo. De vez em quando, a visão das minhas câmeras e do celular me faziam lembrar eu que estava no século XXI, e não no século I.

Minha cabeça estava "a mil por hora", pois a cada coisa e cada detalhe que via, ficava imaginando como deveria ser magnífica a cidade quando estava intacta, e ainda, como teriam sido seus últimos momentos. O silêncio do local evoca respeito pelo que ocorreu lá. A "energia" do lugar, principalmente nos poucos ambientes fechados, é "pirada".


Outra coisa da qual eu não fazia idéia é quão grande é Pompéia. Normalmente vemos em fotos na Internet, ou documentários na televisão, alguns trechos da cidade que nos dá a idéia equivocada de seu tamanho. Andei durante duas ou três horas seguidas no sítio arqueológico, e creio que não vi nem 20% de tudo.

O vulcão Vesúvio, embora meio "adormecido", está ativo até hoje, soltando fumaça o tempo inteiro.


Mal tinha terminado o passeio, já estava com vontade de voltar para o sítio arqueológico e começar tudo de novo. Assim que puder, retornarei lá para passar uma semana inteira, olhando todos os detalhes possíveis.


Ao visitar as ruínas de Pompéia, não deixe de ver o teatro, o mercado, a coleção de objetos e a casa de banhos. Existem outras coisas interessantes para se ver também. É só sair andando por lá.

Não sei se felizmente ou infelizmente, mas tinha que continuar minha viagem, rumo a Nápoles...

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )


terça-feira, 25 de junho de 2013

TODOS OS CAMINHOS LEVAM A ROMA


Assim como fiz em ocasiões anteriores quando viajei, vou contar a partir de agora um pouco sobre a viagem que realizei neste mês de Junho de 2013 para a Itália.

Foram 11 dias passando por Roma, Vaticano, Nápoles, Pompéia, Ilha de Capri, Florença, Pisa, Cinque Terre (Manarola), Genova, Portofino, Santa Marguerita Ligure, Milão, região dos lagos em Orta, Bérgamo, Verona, Veneza, Pádua, San Marino, Assis e Perugia.

Vou dar detalhes da viagem, dicas para o viajante e colocarei algumas das fotos que tirei.

Você sabe porque dizem que todos os caminhos levam a Roma? Na época do Império Romano, foram construídas estradas que saíam de Roma, indo até os locais que haviam sido conquistados pelos romanos. Embora as estradas romanas não existam mais hoje, por cima de muitas delas foram construídas as atuais estradas, e se você olhar no mapa, vai ver que muitas delas levam a Roma.

( Texto e foto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

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